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Top 10 Protocolos de Empréstimo P2P

Os empréstimos de criptoativos são uma aplicação importante das finanças descentralizadas, ou DeFi. Esses protocolos automatizam processos e oferecem diferentes formas de acesso à liquidez. O artigo de 2023 apresentava dez exemplos, sem ordem de classificação. Muitos utilizam reservas coletivas de liquidez, em vez de ligar diretamente cada credor a um devedor. Alguns serviços da lista já haviam mudado ou sido descontinuados.
Possibilidades dos empréstimos descentralizados
Esses protocolos podem permitir empréstimos sem uma solicitação a um banco, com condições executadas por contratos inteligentes. Os tomadores obtêm diferentes opções para gerir liquidez. Em alguns produtos, rendimentos ou incentivos podem compensar parte dos custos, conforme as condições específicas.
Os detentores de criptoativos podem fornecer recursos aos mercados de empréstimos e receber juros. As reservas coletivas reúnem fundos de muitos usuários e facilitam o acesso à liquidez. Seu tamanho não garante menor risco ou maior retorno. As taxas, a suficiência das garantias e a segurança do protocolo continuam relevantes.
1. Aave
A Aave é um protocolo de código aberto para empréstimos executados por contratos inteligentes, sem um custodiante central. O projeto começou em 2017 como ETHLend, fundado por Stani Kulechov, e depois evoluiu para Aave. O protocolo de empréstimos Aave foi lançado em 2020. O artigo mencionava uma presença empresarial em Londres; a rede descentralizada em si não é uma empresa registrada nessa cidade.

Fonte – Página Inicial da Aave
AAVE é um token de governança. O antigo LEND foi migrado para AAVE na proporção de 100:1 a partir de 2020, de modo que AAVE havia substituído LEND nessa função. Os empréstimos comuns com garantia exigem ativos de valor superior ao da dívida. Os fornecedores de recursos recebem juros pelos mecanismos do protocolo, mas continuam expostos a perdas.
Para saber mais, consulte nosso guia sobre Aave.
2. Maker
A Maker está entre os projetos mais antigos de DeFi. O desenvolvimento do protocolo começou em 2015, enquanto o sistema Dai original entrou em operação em dezembro de 2017. A versão com múltiplas garantias veio em 2019. Os usuários bloqueiam garantias aprovadas para gerar Dai.
DAI é um stablecoin cujo valor-alvo é um dólar americano. MKR era usado na governança, incluindo a aprovação de garantias e parâmetros de risco. O artigo mencionava mais de 20 opções de garantia em 2023, mas a aceitação e as condições variam por tipo. As garantias não geram automaticamente recompensas que cubram atrasos de pagamento; as dívidas estão sujeitas a taxas de estabilidade e regras de liquidação.
Para saber mais, consulte nosso guia sobre Maker.
3. Compound
A Compound está entre os pioneiros dos mercados de empréstimos com reservas de liquidez. O protocolo foi lançado em setembro de 2018 e passou por auditorias de segurança. Os juros variam conforme a utilização do mercado. Rendimentos e auditorias não garantem a cobertura de toda inadimplência ou falha técnica.
A Compound utiliza exigências de garantias superiores ao valor da dívida e mecanismos de liquidação para gerir riscos. Oferece suporte a diversos ativos digitais. Na segunda versão, os cTokens representam os recursos fornecidos e os juros acumulados, seguindo o padrão ERC-20. As regras e os ativos disponíveis variam por versão e mercado.
Para saber mais, consulte nosso guia sobre Compound.
4. Solend
Solend era o exemplo desta lista que operava na blockchain Solana. Os usuários podiam fornecer tokens aceitos às reservas para receber juros ou obter empréstimos com garantia. A Solana influencia a velocidade e o custo das transações, mas não garante rendimento nem segurança dos depósitos.

Fonte – Página Inicial da Solend
Os juros dos fornecedores de recursos vêm principalmente dos tomadores, que apresentam garantias para retirar fundos das reservas. SLND era um token do ecossistema e da governança. Incentivos e cobranças especiais dependiam do produto; não havia confirmação de um desconto geral em todas as taxas apenas por deter SLND. A Solend estava entre os mercados de empréstimos conhecidos da Solana em 2023.
Para conhecer a rede subjacente, consulte nosso guia sobre Solana.
5. Alchemix
A Alchemix desenvolveu empréstimos amortizados pelos rendimentos das garantias. O protocolo aplica depósitos elegíveis em estratégias de rendimento e utiliza as receitas para reduzir a dívida. O usuário acessa parte do valor de rendimentos futuros por meio de tokens sintéticos de dívida.
alUSD é um token sintético emitido contra garantias elegíveis e corresponde à dívida do usuário. Os rendimentos das garantias reduzem gradualmente o saldo do empréstimo. O prazo de quitação depende da rentabilidade e das condições da estratégia, sem um cronograma garantido.
O usuário pode esperar a redução da dívida pelos rendimentos ou pagá-la antecipadamente. É possível retirar garantias na medida em que os requisitos da posição continuem atendidos. A Alchemix foi projetada sem as liquidações forçadas comuns decorrentes de mudanças de preço. Persistem, porém, riscos dos contratos inteligentes, das estratégias e dos ativos usados como garantia.
Para saber mais, consulte nosso guia sobre Alchemix.
6. Fulcrum
Fulcrum era uma aplicação do protocolo bZx, portanto essas duas entradas da lista não representavam protocolos subjacentes independentes. Os fornecedores de recursos recebiam iTokens que representavam sua participação na reserva e os juros acumulados. Os tomadores precisavam cumprir os requisitos de garantia.
Fulcrum utilizava tokens compatíveis com ERC-20 e, segundo o artigo, havia se expandido para os ecossistemas Polygon e Binance Smart Chain. O acesso por várias redes podia ampliar a base de usuários. Essa funcionalidade histórica deve ser distinguida da situação posterior da bZx e de sua sucessora, Ooki DAO, descrita adiante.
7. InstaDApp
Samyak Jain e Sowmay Jain desenvolveram a Instadapp em 2018 como uma interface de carteira inteligente para DeFi. Em vez de ser apenas outra reserva de empréstimos, atuava como camada para gerir e combinar serviços de protocolos como Aave, Compound e Maker.
A interface de carteira inteligente facilita a gestão de depósitos e empréstimos nos protocolos subjacentes. Inclui troca de ativos e gestão de posições alavancadas. Juros e incentivos dependem dos mercados utilizados, sem garantia das menores taxas. A alavancagem também aumenta o risco de perdas.
8. dYdX
Fundada por Antonio Juliano, a dYdX foi desenvolvida como uma corretora descentralizada com presença empresarial em São Francisco. Seus serviços iniciais incluíam operações com margem e empréstimos. No entanto, novos empréstimos no antigo protocolo Solo foram desativados em 1º de novembro de 2021, quando a equipe passou a concentrar seus esforços em contratos perpétuos.
DAI, ETH e USDC estavam ligados aos antigos mercados do Solo. Desde novembro de 2021, as operações à vista e com margem da primeira camada permitiam apenas o encerramento de posições. Por isso, esse serviço antigo não era uma opção ativa para novos empréstimos quando o artigo foi publicado em 2023.
Para saber mais, consulte nosso guia sobre dYdX.
9. Dharma Protocol
Nadav Hollander fundou a Dharma em 2017 para conectar credores e devedores por meio da blockchain. O projeto evoluiu para produtos de carteira e acesso a criptoativos. Em janeiro de 2022, a OpenSea anunciou a aquisição da Dharma Labs e a nomeação de Hollander como seu diretor de tecnologia.
Os mecanismos históricos de empréstimo da Dharma não garantiam a cobertura de toda inadimplência nem a preservação do capital dos credores. Esta entrada descreve a contribuição histórica do projeto, e não um mercado de empréstimos Dharma confirmado como ativo em 2023.
10. bZx
A bZx, de Tom Bean e Kyle Kistner, desenvolveu infraestrutura para empréstimos e operações alavancadas, com documento técnico publicado em 2018. A arquitetura incluía iTokens para fornecedores de recursos e pTokens para posições alavancadas. A cobrança histórica de 10% incidia sobre os juros, não sobre o principal. Em 2022, a CFTC firmou um acordo com a bZeroX e seus fundadores. Em junho de 2023, foi proferida decisão à revelia contra a sucessora Ooki DAO, com proibições permanentes e ordem de fechamento do site. Assim, o serviço não podia ser apresentado sem ressalvas como uma opção ativa e segura de empréstimo.
Plataformas de empréstimo: riscos e pontos de atenção
O crescimento dos empréstimos descentralizados envolve riscos diferentes em cada protocolo. Avaliar garantias, liquidez, código, governança e regras aplicáveis faz parte da compreensão de cada produto.
Ataques cibernéticos
Grandes reservas de empréstimos concentram fundos dos usuários e podem atrair ataques. O artigo mencionava a exploração de uma vulnerabilidade da Tender.fi em março de 2023, no valor aproximado de 1,59 milhão de dólares. A análise técnica da Numen Cyber Labs relacionou o episódio a um erro no mecanismo de preços e relatou a devolução dos recursos após um acordo de recompensa de 62 ETH.
Rug pulls: golpes de retirada de fundos
O termo rug pull descreve uma saída fraudulenta na qual os responsáveis retiram ou se apropriam de fundos, ou abandonam deliberadamente um projeto em prejuízo dos usuários. Não significa apenas o encerramento normal de um serviço. Reputação e auditorias de código não eliminam a possibilidade de fraude ou perdas.
Supervisão regulatória
As autoridades analisam os empréstimos descentralizados e a aplicação das normas financeiras aos serviços envolvidos. Obrigações e restrições dependem da jurisdição e do produto. Podem afetar a disponibilidade dos serviços e a participação de empresas e usuários.
Dez exemplos históricos de empréstimos descentralizados
A lista apresenta abordagens diferentes de financiamento e geração de rendimentos com criptoativos. Nem todos os exemplos eram mercados independentes e ativos para novos empréstimos em 2023. Disponibilidade, condições e riscos devem ser avaliados conforme o produto e o período em questão.












