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Vice‑Primeiro‑Ministro da Ucrânia quer que empresas de criptomoedas congelem fundos de usuários russos e bielorrussos

A crise Rússia‑Ucrânia parece estar no centro da comunidade de criptomoedas. A comunidade cripto tem feito doações para a Ucrânia e seu exército, e alguns membros proeminentes da comunidade chegaram a se posicionar contra a Rússia, pedindo que ela interrompa o conflito.
Now, the vice prime minister of Ukraine who is also the minister of digital transformation, Mykhailo Fedorov, is also calling upon cryptocurrency exchange platforms to freeze the accounts of Russian and Belarusian users.
Ucrânia quer que as exchanges bloqueiem usuários russos e bielorrussos
Fedorov recorreu ao Twitter para instar as exchanges de criptomoedas a adotarem essa medida. “Estou pedindo a todas as grandes exchanges que bloqueiem endereços de usuários russos. É crucial congelar não apenas os endereços ligados a políticos russos e bielorrussos, mas também prejudicar usuários comuns”, disse ele.
O CEO da Kraken, Jesse Powell, respondeu ao tweet de Fedorov, dizendo que, embora tal medida seja possível, só ocorreria se houvesse uma exigência legal. Powell também alertou os usuários russos, informando que essa ação “poderia ser iminente”.
“Essa exigência poderia vir do seu próprio governo, como vimos no Canadá, em resposta a protestos, corridas bancárias e tentativas de fuga do país. Poderia vir de estados estrangeiros, como os EUA, como uma arma para virar a população russa contra as políticas do seu governo”, Powell acrescentou.
No entanto, nem todas as plataformas de troca de criptomoedas se abstiveram de tomar tal medida. DMarket, uma plataforma de tokens não fungíveis (NFTs), congelou as contas de usuários baseados na Rússia e na Bielorrússia. Fedorov percebeu rapidamente essa ação e elogiou a plataforma.
Notícia de última hora recebida. @dmarket, uma plataforma para negociação de NFTs e itens de Metaverso em jogos, decidiu congelar as contas de usuários da Federação Russa e da Bielorrússia. Os fundos dessas contas poderiam ser doados ao esforço de guerra. Hoje em dia, Robin Hoods. Bravo.
O setor de criptomoedas definiu-se como descentralizado e neutro, de modo a proteger as pessoas de interferências governamentais e de terceiros. Isso ficou evidente durante os recentes protestos da Freedom Convoy no Canadá, onde pessoas ligadas ao protesto recorreram ao Bitcoin após o governo congelar suas contas bancárias. CEOs de exchanges de criptomoedas, incluindo Powell, incentivaram as pessoas a usarem carteiras auto‑custodiais para evitar que os fundos em suas exchanges sofram um destino semelhante.
Comunidade cripto se posiciona sobre a crise Rússia‑Ucrânia
A comunidade cripto tem sido vocal sobre a crise em curso na Ucrânia. Após a Rússia invadir a Ucrânia no final da semana passada, o co‑fundador da Ethereum, Vitalik Buterin, pediu ao governo russo que interrompesse o conflito, pois ele afeta tanto o povo russo quanto o ucraniano.
O CEO da FTX, Sam Bankman‑Fried, também se posicionou sobre o conflito. Contudo, sua ação foi na forma de apoio financeiro ao povo ucraniano. O executivo afirmou que todo usuário ucraniano que se registrar na exchange receberá US$ 25 gratuitos.
Doações cripto também têm chegado em grande volume para o exército ucraniano. Elliptic, uma empresa de análise de blockchain, informou que mais de US$ 400.000 em Bitcoin foram doados à Come Back Alive, uma ONG que fornece apoio militar ao exército da Ucrânia. A ONG também forneceu apoio alimentar e de mídia. Um único indivíduo anônimo doou 80 Bitcoins para a organização.
Um UkraineDAO também está sendo criado por meio de uma parceria entre Trippy Labs, PleasrDAO e Pussy Riot, uma banda de rock na Rússia. O UkraineDAO apoiará vendas de Ethereum, com os recursos destinados a apoiar ucranianos afetados pelo conflito. Por meio do DAO, 10.000 NFTs com a bandeira da Ucrânia serão lançados, e os recursos serão doados a várias ONGs, como a Return Alive Foundation e a Proliska.












