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Comunidade Cripto Faz Doações aos Ucranianos Durante a Invasão Russa

Este artigo de 26 de fevereiro de 2022 descreve os primeiros dias da invasão russa da Ucrânia. No primeiro dia, o mercado de criptomoedas sofreu forte queda, mas sua capitalização total permaneceu acima de US$ 1 trilhão. O mercado depois se recuperou levemente, com Bitcoin voltando à faixa de US$ 39 mil.
A comunidade de criptomoedas se pronunciou sobre os acontecimentos na Ucrânia, com alguns condenando a invasão, enquanto outros já iniciaram doações direcionadas ao povo e ao governo ucranianos.
Comunidade cripto reage à crise Rússia-Ucrânia
O cofundador da Ethereum, Vitalik Buterin, é uma das pessoas mais proeminentes da comunidade cripto que se pronunciou sobre a crise entre a Rússia e a Ucrânia. O desenvolvedor de 28 anos nasceu na Rússia, mas condenou a invasão. Buterin observou que a invasão foi prejudicial tanto para o povo ucraniano quanto para o russo.
No entanto, Buterin acrescentou que, embora a Ethereum fosse neutra em relação a todo o assunto, ele não era. Ele até finalizou seu tweet com “Glória à Ucrânia”. Também afirmou que os dois países deveriam chegar a uma resolução pacífica sobre a questão.
Sam Bankman-Fried, então CEO da FTX, também reagiu à situação. O executivo ofereceu apoio financeiro aos usuários ucranianos com contas na plataforma. Em um tweet, o executivo disse: “Acabamos de dar $25 a cada ucraniano na FTX, façam o que for necessário.” A FTX era, assim, uma grande corretora de criptomoedas que oferecia esse apoio financeiro na época.
Bankman-Fried também compartilhou percepções sobre os efeitos da crise Rússia-Ucrânia na comunidade de criptomoedas. Ele observou que o Bitcoin não deveria ter reagido da forma que reagiu, pois ele o considerava uma moeda forte. Em sua avaliação, as pessoas recorrem a moedas fortes em crises para preservar seu patrimônio, mas o Bitcoin havia se movido na direção contrária à que ele esperava.
Segundo Bankman-Fried, a evolução do preço resultava de uma disputa entre investidores orientados pelos fundamentos e investidores que utilizavam algoritmos.
Doações em criptomoedas
No entanto, as doações têm chegado em grande volume para os ucranianos. A comunidade de criptomoedas tem incentivado que as doações sejam feitas às tropas ucranianas. A comunidade também pediu ao Ministério da Defesa da Ucrânia que crie uma carteira cripto para receber doações em criptomoedas. O ministério havia inicialmente informado que as regras o impediam de receber diretamente essas doações. Contudo, o governo ucraniano publicou endereços para doações em criptomoedas em 26 de fevereiro de 2022. A declaração anterior do ministério não significava, portanto, que o país não dispusesse de nenhum endereço desse tipo.
À medida que a situação entre a Rússia e a Ucrânia continua a se intensificar, mais pessoas estão recorrendo às criptomoedas para doar ao exército ucraniano. As doações de Bitcoin estão aumentando e, segundo a Elliptic, uma empresa de análise de blockchain, um levantamento inicial após a invasão indicava mais de US$ 400 mil em Bitcoin doados à organização ucraniana Come Back Alive. Não se tratava do total definitivo após a grande doação mencionada abaixo.
A Come Back Alive é uma ONG que fornece equipamentos militares às forças armadas locais. Algumas das doações feitas por meio desta ONG incluem suprimentos médicos e alimentares. Um doador anônimo fez uma doação de 80 BTC, avaliada em mais de $3 milhões, para a organização de caridade que apoia o exército ucraniano.
Ativistas cibernéticos ucranianos também recebiam doações em criptomoedas. A Elliptic identificou transações que somavam quase US$ 100 mil para endereços de Bitcoin, Ethereum e Litecoin divulgados pela Ukrainian Cyber Alliance. O grupo, porém, afirmou que apenas US$ 3 mil a US$ 4 mil dessas transações eram doações a ele. O total das transações não equivalia, portanto, a mais de US$ 100 mil em doações confirmadas. Bitcoin, ether e litecoin não são stablecoins.
Pussy Riot, uma banda de rock baseada na Rússia, conhecida por protestar contra o governo russo, trabalhará com a Trippy Labs e a PleasrDAO para criar a UkraineDAO. Por meio da UkraineDAO, seriam vendidos NFTs para arrecadar ether em apoio aos ucranianos afetados pela guerra. Os objetos do leilão seriam, portanto, NFTs, não o próprio Ethereum.
A notícia inicial descrevia um plano de 10 mil NFTs com a bandeira da Ucrânia e doações à Proliska e à Come Back Alive, também chamada de Return Alive Foundation. Esse plano noticiado deve ser distinguido da execução anunciada em seguida: um leilão de um único NFT da bandeira, iniciado em 26 de fevereiro de 2022, com a receita destinada à Come Back Alive.












