Líderes de pensamento
Os Stablecoins podem ultrapassar a transição global para a liquidação T+1?
O segundo aniversário da migração dos títulos dos EUA para a liquidação T+1 aproxima-se rapidamente, enquanto Reino Unido, União Europeia e Suíça deverão seguir o mesmo caminho em 2027. Em alguns mercados, já se discute se as stablecoins poderão superar essa etapa e viabilizar uma liquidação ainda mais rápida por meio de dinheiro programável.

O segundo aniversário da transição dos valores mobiliários dos Estados Unidos para a liquidação T+1 aproxima-se rapidamente, e o restante do mundo — pelo menos Reino Unido, União Europeia e Suíça — deverá seguir o mesmo caminho em 2027.
Em algumas partes do mundo já se discute se as stablecoins poderiam permitir que países onde dois dias ainda são a norma saltassem diretamente por cima da etapa T+1.
Tempos de liquidação menores são indiscutivelmente o caminho correto, mas, do ponto de vista operacional, criam um período de transição complexo e exigem longa preparação, pois há muito em jogo, sobretudo quando stablecoins entram na equação.
The Shift Beyond T+1: Why Atomic Settlement Matters
Em um mundo de aplicativos de consumo 24/7 e um ciclo de consumo online, a ideia de liquidar transações dois dias após a execução nos mercados de atacado parece arcaica na melhor das hipóteses e risível na pior. Mas há boas razões para o atraso. O fato de que o dinheiro agora se move ao redor do mundo mais rápido do que nunca não significa que os problemas estruturais que levaram à necessidade de liquidação atrasada foram eliminados. Nos últimos anos, muito se falou sobre a solução potencial que a tecnologia de ativos digitais poderia oferecer na forma de liquidação instantânea, ou atômica. Alguns, como o lendário investidor Stanley Druckenmiller, acreditam que a rede global de pagamentos funcionará com stablecoins dentro de 10‑15 anos, como resultado de oferecer uma solução de liquidação superior ao sistema atual.
Whatever the next steps might be, the structural rebuild and disruption to markets is a significant risk, as well as opportunity, that has to be carefully considered and managed. As US banking giant Citi disse a seus clientes em uma nota recente, o impacto da transição para ciclos de liquidação mais curtos no ciclo de vida da transação de ponta a ponta “será nada menos que transformador”, exigindo uma reavaliação operacional de tudo, desde a execução de negociações até a correspondência e reconciliações, financiamento e gestão de inventário, e, finalmente, compensação e liquidação.
Uma tarefa que já é enorme torna-se ainda mais difícil quando se considera a escala: segundo o McKinsey Global Payments Report 2025, os pagamentos são a parte mais valiosa dos serviços financeiros, gerando US$ 2,5 trilhões em receita a partir de 3,6 trilhões de transações, enquanto US$ 2,0 quadrilhões circulam pelo mundo todos os anos.
Getting it right is imperative and far from optional.
Resolvendo a Questão da Liquidação
A razão para a liquidação atrasada é simples: fusos horários e horários de corte em bancos e bancos centrais. Para uma empresa situada na Austrália, isso pode ser uma verdadeira dor de cabeça: se perder o corte local de sexta‑feira às 16h, terá que esperar até a manhã de segunda‑feira para enviar instruções de liquidação ou pagamento, e muito pode acontecer nos fins de semana. Um gestor de fundos poderia ver seu erro de rastreamento disparar porque um evento geopolítico surgiu em um domingo e os mercados se moveram antes que suas negociações da semana anterior fossem liquidadas.
Digital money and stablecoins have emerged as a sticking plaster solution and they’re increasingly cementar their role as a permanent feature in payments and settlement. JP Morgan’s Kynexis unit counts BMW and Siemens among clients that chose digital rails to avoid liquidity traps like the one described above. Meanwhile, payments companies are increasingly relying on stablecoins for cross-border payments and fund transfers. This is causing policymakers in countries with big time differences to contemplate whether the T+1 step is a necessary one at all?
It’s possible that a third, blended solution might emerge in the shape of programmable money, which navigates existing market structures instead of requiring a wholesale rewiring of existing systems. The current forms of “program‑mable money” are mechanisms you can wind up and release, but they still fall short of the name.
Dinheiro verdadeiramente inteligente faria mais do que executar comandos predefinidos. Ele responderia, se adaptaria e tomaria decisões com base nas condições em tempo real, e não em instruções obsoletas escritas dias, horas ou até segundos antes.
Corrigindo o Que Não Está Quebrado?
A transição dos mercados financeiros dos Estados Unidos para o ciclo de liquidação T+1 em 28 de maio de 2024 não causou um grande aumento nas falhas de liquidação, contrariando alguns receios iniciais. Os dados indicam que, em certos casos, as taxas de falha até diminuíram em comparação com o regime T+2 anterior. No entanto, o prazo comprimido elevou os riscos operacionais, aumentou a necessidade de automação e criou desafios significativos para investidores internacionais, especialmente europeus e asiáticos, que lidam com câmbio e empréstimo de valores mobiliários.
Many in remote time zones also have to pre‑fund trades for FX or come up with other, often costly, solutions to the issue of mismatched settlement times and existing cutoffs. These bottlenecks arise due to T+1 creating a liquidity mismatch for foreign investors who must obtain US dollars to settle within the one‑day window, exacerbating the overall risk of settlement failures by operating outside CLS hours.
Ao mesmo tempo, as equipes operacionais enfrentam prazos mais apertados, pois o tempo disponível para resolver exceções — divergências nas operações — foi bastante reduzido, fazendo com que os erros se transformem em falhas mais rapidamente.
As financial markets contemplate the future of settlement, the path with the biggest long‑term utility might be a rethink of money, rather than attempting the equivalent of changing the engine in‑flight.












