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Receita da InsCorp cresce 12% e conselho declara dividendo de US$ 0,12

A InsCorp, Inc., holding bancária com sede em Nashville que controla o INSBANK, divulgou em 30 de outubro de 2026 os resultados não auditados do terceiro trimestre, encerrado em 30 de setembro de 2026. O lucro por ação totalmente diluído foi de US$ 0,73, enquanto a receita cresceu 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. O conselho também declarou um dividendo trimestral em dinheiro de US$ 0,12 por ação ordinária, segundo o comunicado de resultados do terceiro trimestre da empresa.
O lucro líquido foi de US$ 2,203 milhões no terceiro trimestre de 2026, ante US$ 2,174 milhões no segundo trimestre de 2026 e US$ 2,265 milhões no terceiro trimestre de 2025. O lucro por ação diluído foi de US$ 0,72 no trimestre anterior e de US$ 0,76 um ano antes; excluído o benefício associado à compra de créditos fiscais federais no trimestre de 2025, o lucro por ação de um ano antes foi de US$ 0,66. Nos primeiros nove meses de 2026, o lucro líquido foi de US$ 6,265 milhões, ante US$ 6,016 milhões no mesmo período de 2025, e o lucro por ação diluído foi de US$ 1,45, ante US$ 1,47.
No trimestre, a InsCorp informou retorno sobre os ativos médios de 0,80%, retorno sobre o patrimônio líquido ordinário tangível médio de 10,78% e índice de eficiência de 64,44%.
“Embora a volatilidade pareça definir os mercados financeiros neste ano, temos satisfação em informar que o banco continua registrando crescimento constante, estabilidade das margens e indicadores de risco saudáveis — os aspectos pouco empolgantes que permitem que o valor contábil tangível se acumule ao longo do tempo”, afirmou Jim Rieniets, presidente e CEO. Ele atribuiu o aumento da alavancagem operacional e do lucro antes de provisões e impostos no trimestre aos investimentos em pessoal, novos mercados e tecnologias realizados ao longo dos últimos trimestres.
Os principais índices informados pela empresa para o trimestre e os dois períodos anteriores de comparação:
| Indicador | 3T26 | 2T26 | 3T25 |
|---|---|---|---|
| Retorno sobre os ativos médios | 0.80% | 0.81% | 0.93% |
| Retorno sobre o patrimônio líquido médio | 10.64% | 10.82% | 11.46% |
| Retorno sobre o patrimônio líquido ordinário tangível médio | 10.78% | 10.97% | 11.29% |
| Margem financeira líquida | 3.18% | 3.18% | 3.20% |
| Índice de eficiência | 64.44% | 64.83% | 64.72% |
A receita cresceu 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as despesas gerais aumentaram 11%, resultando em crescimento de 12% do lucro antes de provisões e impostos, que chegou a US$ 3,1 milhões, informou a empresa. No trimestre, o lucro antes de provisões também aumentou 20% em termos anualizados, e o crescimento das despesas correspondeu a 51% do crescimento da receita em relação ao trimestre anterior e a 64% na comparação anual. A receita líquida de juros foi de US$ 8,320 milhões, alta de 11,8% em relação ao ano anterior e de 2,2% ante o trimestre anterior. A receita sem juros aumentou 7,8%, chegando a US$ 455.000, impulsionada por uma alta de 42,4% nas tarifas de serviços de contas de depósito, que alcançaram US$ 121.000. A provisão para perdas de crédito foi de US$ 361.000, ante US$ 257.000 no segundo trimestre e US$ 263.000 um ano antes.
As despesas sem juros aumentaram 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 5,682 milhões, enquanto salários e benefícios subiram 12,1%, para US$ 3,775 milhões. O crescimento do quadro de funcionários desacelerou para apenas um funcionário em tempo integral no trimestre, embora o momento das contratações realizadas no fim do segundo trimestre tenha contribuído de forma mais significativa para as despesas gerais do terceiro trimestre, informou a empresa. Excluídos os custos relacionados à expansão em Murfreesboro, as despesas sem juros cresceram 7% em relação ao ano anterior, e corresponderam a 1,99% dos ativos médios, ante 2,09% quando esses custos são incluídos. Scott Gupton, diretor de operações, afirmou que a empresa prevê maior alavancagem operacional e ganhos de eficiência nos próximos dois anos. Acrescentou que as contratações recentes contribuirão para um crescimento sustentável, enquanto líderes de toda a organização integram a inteligência artificial para ampliar a produtividade.
Crescimento dos empréstimos liderado pelos segmentos de construção, residencial e Medquity
Os ativos rentáveis médios cresceram 13%, ou US$ 121 milhões, em relação ao ano anterior. O aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 14%, ou US$ 112 milhões, dos empréstimos médios; os depósitos médios subiram 9%. Excluído o crescimento associado à entrada do banco em Murfreesboro no terceiro trimestre de 2025, os ativos rentáveis médios, os empréstimos e os depósitos aumentaram 8%, 7% e 4%, respectivamente. Os empréstimos no fim do período totalizaram US$ 948,303 milhões, alta de 17,3% em relação ao ano anterior. Os empréstimos para construção e desenvolvimento cresceram 44% em relação ao ano anterior; os empréstimos residenciais, 26% (em grande parte, linhas de crédito com garantia imobiliária); os empréstimos para imóveis comerciais, 13%; e os empréstimos comerciais e industriais, 14%.
No fim do trimestre, os saldos de depósitos e empréstimos atribuídos à equipe de Murfreesboro eram de US$ 55,8 milhões e US$ 67,6 milhões, respectivamente, ante US$ 36,3 milhões e US$ 50,3 milhões no fim do segundo trimestre. A expansão reduziu o lucro por ação em US$ 0,02 no trimestre, ante uma contribuição positiva de US$ 0,01 no segundo trimestre e um impacto negativo de US$ 0,15 no ano completo de 2025. A empresa afirmou que a variação em relação ao trimestre anterior se deveu principalmente ao momento do crescimento dos empréstimos e das despesas com provisões no fim do trimestre. Os depósitos atribuídos a Murfreesboro eram compostos em 84% por saldos sem juros e do mercado monetário. Billie Jo Parker, diretora bancária, afirmou que o trimestre marcou, na prática, o primeiro ano completo de operações do banco no condado de Rutherford.
A Medquity, divisão de saúde da INSBANK, originou US$ 29 milhões em empréstimos no trimestre, ante US$ 15 milhões no segundo trimestre e uma média de US$ 33 milhões nos últimos doze meses. Descontadas as quitações e as participações em empréstimos vendidas, a carteira da Medquity cresceu 17% em relação ao ano anterior, e seus saldos correspondiam a 28% do total de empréstimos; excluindo a Medquity, o crescimento dos empréstimos foi de 17% em relação ao ano anterior e de 21% na comparação com o trimestre anterior. Blake Wilson, presidente da Medquity, afirmou que a carteira de saúde atende a um mercado nacional de prestadores de serviços do setor.
Mudança na composição dos depósitos, margem estável e índices de capital
Os depósitos totais somavam US$ 944,771 milhões em 30 de setembro de 2026, alta de 13,6% em relação ao ano anterior. Os saldos de depósitos sem prazo determinado aumentaram 46% em relação ao ano anterior, elevando sua participação no total de depósitos para 54%, ante 49% no trimestre anterior e 42% um ano antes. Já os depósitos a prazo caíram 10,0%, para US$ 435,341 milhões, correspondendo a 46% do total de depósitos. A relação entre empréstimos e depósitos era de 100%, ante 97% um ano antes. Andrew Smith, diretor de depósitos, afirmou que ampliar os depósitos sem prazo determinado e os depósitos de clientes com relacionamento com o banco continua sendo uma parte importante do fortalecimento do perfil de captação da instituição.
A margem financeira líquida foi de 3,18%, sem alteração em relação ao segundo trimestre e abaixo dos 3,20% registrados um ano antes. O rendimento dos empréstimos foi de 6,56%, ante 6,64% no trimestre anterior e 6,79% um ano antes, enquanto o custo dos depósitos melhorou 15 pontos-base em relação ao ano anterior, para 3,21%, e o custo de captação melhorou 17 pontos-base, para 3,32%. A empresa afirmou que, no fechamento do trimestre, sua sensibilidade a futuras mudanças nas taxas de juros era em grande parte neutra, refletindo a melhora na composição dos depósitos sem prazo determinado e o uso de alguns derivativos de taxas de juros. Peyton Green, diretor financeiro, afirmou que, em 2026, as taxas de juros de mercado subiram mais rapidamente do que a taxa dos fundos federais, anulando o efeito positivo dos empréstimos de baixo rendimento que tiveram suas taxas reajustadas para cima durante os primeiros nove meses do ano. “Embora nossas projeções indiquem um ligeiro benefício para a margem no quarto trimestre de 2026 devido ao aumento da taxa dos fundos federais em setembro, a defasagem das taxas de política monetária em relação às taxas de mercado provavelmente anulará esse benefício”, afirmou Green.
As baixas líquidas para prejuízo corresponderam a 0,00% da média dos empréstimos, em termos anualizados, no terceiro trimestre, assim como no trimestre anterior e no mesmo trimestre do ano passado. Os empréstimos inadimplentes e aqueles com pagamentos vencidos há 90 dias representavam 0,32% dos empréstimos, ante 0,25% no trimestre anterior e 0,84% um ano antes. A provisão para perdas de crédito, equivalente a 1,25% dos empréstimos e 9 pontos-base abaixo do nível de um ano antes, correspondia a 394% dos empréstimos inadimplentes.
No fechamento do trimestre, os índices de alavancagem de capital nível 1, de capital ordinário nível 1 e de capital total baseado em risco da INSBANK eram de 10,21%, 10,83% e 12,02%, respectivamente; segundo a empresa, todos permaneciam acima dos limites regulatórios para a classificação de “bem capitalizado”. O índice de capital ordinário tangível da InsCorp era de 7,04%, ante 8,14% um ano antes, e o valor contábil tangível por ação caiu 1% em relação ao ano anterior, para US$ 26,20. Outros resultados abrangentes acumulados totalizavam (US$ 5,4 milhões), ou 4,9% do capital nível 1 da instituição bancária, de US$ 111,5 milhões. Os saldos de empréstimos para construção e desenvolvimento e de empréstimos imobiliários comerciais correspondiam a 85% e 328% do capital total baseado em risco, respectivamente, ante 62% e 292% um ano antes. Os ativos totais somavam aproximadamente US$ 1,12 bilhão no fechamento do trimestre, alta de 16,6% em relação ao ano anterior.
O conselho aprovou o dividendo trimestral de US$ 0,12 por ação ordinária, a ser pago em 4 de dezembro de 2026 aos acionistas registrados em 13 de novembro de 2026. A taxa anualizada de US$ 0,48 por ação representa um aumento de 9% em relação aos US$ 0,44 por ação pagos em 2025. A empresa não recomprou ações em 2026; em 2025, recomprou 59.000 ações, equivalentes a 2,0% das ações existentes no fim do ano anterior, e seu programa atual autoriza a recompra de 100.000 ações, ou 3,4% das ações em circulação, até 25 de janeiro de 2028.
A InsCorp é uma holding bancária do Tennessee, proprietária da INSBANK, cuja sede fica em Nashville e que tem escritórios em Brentwood e Murfreesboro. Além de suas operações voltadas a empresas, o banco opera duas divisões: a Medquity, que oferece serviços bancários de saúde a médicos, sociedades e consultórios em todo o país, e a Finworth, que oferece serviços virtuais de private banking, disponíveis em todo o país, para depósitos remunerados. As ações da InsCorp são negociadas no OTCQX, e a empresa publica materiais sobre resultados, relatórios anuais e demonstrações financeiras auditadas em sua página de relações com acionistas.












