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Fetch.ai (FET) em agosto de 2023: alta de quase 200% em 12 meses

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FET Market Movement

Esta análise retrata o mercado no fim de agosto de 2023. Preços, capitalizações e variações são dados daquele período, e não cotações atuais. O bitcoin havia recuado da máxima de terça-feira acima de US$ 28 mil enquanto os investidores avaliavam as implicações da vitória judicial da Grayscale contra a SEC dos Estados Unidos.

O FET havia avançado aproximadamente 25% em três dias e ultrapassado US$ 0,250 na quinta-feira. Depois caiu para US$ 0,229 e voltou a cerca de US$ 0,24130 no momento da publicação original. 

A reportagem registrava capitalização de US$ 245,6 milhões e a 128ª posição entre os criptoativos. As altas em 24 horas eram de 10,9% frente ao dólar, 11,2% frente ao bitcoin e 11,3% frente ao ether. O volume negociado era de aproximadamente US$ 135 milhões, cerca de 200% acima do dia anterior. A alta mensal era de 17%, e a dos 12 meses anteriores, de 193,3%. Esses períodos não equivalem ao retorno desde o início do ano.

A análise técnica da época apontava possíveis resistências em US$ 0,25, US$ 0,27 e US$ 0,29 e possíveis suportes em US$ 0,17, US$ 0,15 e US$ 0,13. Esses níveis eram hipóteses de negociação, não pontos de reversão garantidos.

O FET passou de aproximadamente US$ 0,09225 no começo de 2023 para US$ 0,550 em 8 de fevereiro. A queda posterior até US$ 0,180, em meados de junho, corresponde a cerca de 67,3%. Depois, o preço permaneceu principalmente entre US$ 0,20 e US$ 0,25. 

Após o lançamento em 2019, o token caiu de cerca de US$ 0,35 para US$ 0,03. O texto citava mínima de US$ 0,008169 em março de 2020 e máxima de US$ 1,17 em setembro de 2021. Na cotação mencionada em agosto de 2023, o FET estava aproximadamente 79% abaixo dessa máxima. Trata-se de uma comparação histórica, sem afirmar que aquele pico continua sendo o recorde atual. 

FET é o token de utilidade da rede Fetch.ai, usado para serviços e taxas de transação. Existe tanto como token ERC-20 no Ethereum quanto como token nativo da Fetchhub. Seus detentores podem fazer staking para contribuir com a segurança da rede e receber recompensas, sujeitas às condições do protocolo e aos riscos do token.

A reportagem original informava uma oferta total de aproximadamente 1,15 bilhão de FET, com pouco mais de 1 bilhão em circulação. São números de 2023, anteriores a mudanças posteriores no ecossistema, e não dados atuais de oferta. 

A Fetch.ai foi fundada em 2017 por Humayun Sheikh, Toby Simpson e Thomas Hain. Anunciou uma rodada privada de US$ 15 milhões em 2018 e captou aproximadamente US$ 6 milhões em uma venda de tokens na Binance Launchpad em fevereiro de 2019. A Mainnet 2 foi lançada em março de 2021. O artigo também mencionava financiamento adicional de US$ 5 milhões naquele período, distinto do valor da venda de tokens. 

A rede recebeu atualizações em 2021. Naquele ano, um ataque à conta da empresa na Binance também deu origem a um processo britânico, com prejuízo relatado de aproximadamente US$ 2,6 milhões. Medidas para identificar destinatários, rastrear ou bloquear ativos não significavam, por si só, recuperação integral dos recursos.

Em março de 2023, a Fetch.ai anunciou investimento de US$ 40 milhões da DWF Labs. A iniciativa buscava apoiar agentes autônomos, aprendizado de máquina descentralizado e infraestrutura de rede. O valor anunciado não comprova que todo o montante já havia sido recebido em dinheiro. O investimento ocorreu em meio ao interesse por IA generativa, incluindo ChatGPT e DALL-E.

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Novidades da Fetch.ai em 2023

A Fetch.ai desenvolve infraestrutura para agentes de software, inteligência artificial e aprendizado de máquina em uma rede descentralizada. Seu objetivo é permitir a criação e implantação desses serviços em escala. 

A rede utiliza Cosmos SDK e consenso proof-of-stake baseado em Tendermint. DAG significa “directed acyclic graph”, ou grafo acíclico direcionado. Essa estrutura de dados aparecia em descrições anteriores da arquitetura do projeto; o consenso da rede em 2023 era baseado em proof-of-stake.

A proposta é que agentes de software autônomos executem tarefas econômicas em nome de pessoas ou empresas. Eles podem, por exemplo, compartilhar dados ou prestar serviços e receber pagamentos em FET. 

Os agentes podem representar dados, serviços, equipamentos, pessoas ou infraestrutura, conectando ofertas a quem precisa delas. Nesse contexto, um “gêmeo digital” é um agente que atua em nome do usuário, e não a transformação literal de uma pessoa em entidade digital. 

Fetch.ai Agents

A Fetch.ai apresentou a Wallet 0.15 em 23 de agosto de 2023. A versão iniciou o suporte a diferentes blockchains na carteira, como etapa para ampliar a interoperabilidade entre redes EVM e o ecossistema Cosmos.

A atualização acrescentou Ethereum e Binance Smart Chain, permitindo acompanhar saldos e tokens ERC-20 e enviar ativos. Mais redes e a inclusão de redes personalizadas estavam nos planos para versões seguintes.

A carteira também passou a integrar a ponte FET entre Ethereum e Fetchhub, permitindo a passagem entre FET ERC-20 e FET nativo. Eram duas representações do mesmo token, não uma conversão automática entre quaisquer criptomoedas. 

A equipe apresentou a maior interoperabilidade como uma ambição e planejava automação com IA para versões futuras. Esses planos devem ser diferenciados dos recursos já disponíveis na versão 0.15.

O Agentverse 0.7 foi apresentado em 17 de julho de 2023. Agentes gerenciados passaram a interagir com contratos inteligentes pelo objeto LedgerContract do CosmPy. O visualizador de manifestos permitia examinar especificações dos protocolos enviados ao Agentverse. Um gerenciador central de recursos de teste substituiu o mecanismo anterior de distribuição de tokens de teste; não era financiamento gratuito para investimentos.

Em fevereiro de 2023, enquanto criptomoedas ligadas à inteligência artificial ganhavam atenção de investidores e operadores, a Fetch.ai e a Bosch anunciaram a criação da Fetch.ai Foundation, voltada a aplicações práticas de Web3 em áreas como mobilidade, indústria e serviços ao consumidor.

A fundação foi descrita como organização sem fins lucrativos nos Países Baixos, com governança em três níveis inspirada na Linux Foundation. Bosch e Fetch.ai liderariam inicialmente o conselho e buscariam novos participantes para desenvolver um ecossistema sustentável de inovação aberta.

A reportagem também relatava o comprometimento do servidor Discord do projeto, seguido de tentativas de phishing. A equipe orientou os usuários a verificar os canais indicados no site oficial e informou que contatava plataformas para remover contas e páginas falsas. Era um incidente do período abordado pelo artigo.

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O mercado cripto mais amplo

A movimentação do FET ocorreu após grandes oscilações horárias do bitcoin, associadas no texto, em parte, à baixa liquidez. Na queda de 17 de agosto de 2023, foram relatadas liquidações de aproximadamente US$ 1 bilhão em posições alavancadas. O valor das posições liquidadas não corresponde necessariamente ao prejuízo líquido realizado de todos os operadores.

O texto registrava bitcoin perto de US$ 27.290, ether a US$ 1.710 e capitalização total do mercado cripto de US$ 1,131 trilhão. Eram estimativas de mercado de agosto de 2023. 

O mercado reagiu positivamente à notícia de que um tribunal federal de apelações anulou a rejeição da SEC à proposta de converter o Grayscale Bitcoin Trust (GBTC) em um produto de bitcoin à vista negociado em bolsa. O GBTC era então descrito com cerca de US$ 16,95 bilhões. A decisão de 29 de agosto de 2023 devolveu a questão à SEC para nova análise; não aprovou automaticamente o produto.

A Bernstein interpretou a decisão como uma vitória importante para o setor após a decisão sobre a Ripple em julho de 2023. Analistas liderados por Gautam Chhugani consideravam maior a chance de aprovações de produtos à vista. Era uma avaliação dos analistas. O caso Ripple tratava de determinadas transações e não isentava genericamente todas as vendas de criptomoedas.

Defensores desses produtos esperavam facilitar o acesso ao bitcoin por contas de corretagem, sem compra e custódia direta do token. Em agosto de 2023, a SEC ainda não havia aprovado produtos americanos de bitcoin à vista desse tipo. As aprovações de janeiro de 2024 ocorreram depois.

Gestoras como a BlackRock haviam apresentado ou renovado pedidos no verão americano de 2023. A expectativa de entrada de capital era uma possível consequência, não um resultado assegurado da decisão judicial. 

Markus Thielen, da Matrixport, estimava que um produto da BlackRock poderia atrair entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões ao longo do tempo, comparando-o a fundos de ouro com cerca de US$ 100 bilhões. O artigo também citava um modelo de carteira com 42% em renda fixa global, 21% em ações globais e 37% em alternativas, incluindo 10,6% em bitcoin. Era uma análise específica da época, não uma composição adequada a todos os investidores nem garantia de captação.

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A Bernstein observava que a decisão não garantia aprovação, mas poderia permitir tratamento mais semelhante entre a Grayscale e outros solicitantes. A projeção de que o mercado desses produtos alcançaria 10% da capitalização do bitcoin também era uma expectativa, não um resultado já realizado.

Clara Medalie, diretora de pesquisa da Kaiko, considerava possível uma reversão parcial da alta. O artigo citava volumes que tinham alcançado apenas o maior nível de cerca de duas semanas, abaixo da intensidade de outras fases de valorização. Isso era uma avaliação da participação no mercado, não uma previsão certa de preço. 

Segundo dados da Kaiko reproduzidos no texto, o valor médio das negociações de bitcoin na Kraken ultrapassou US$ 2 mil após a decisão, ante cerca de US$ 850 no dia anterior. O aumento poderia indicar operações maiores. Valor médio negociado não equivale ao tamanho das ordens de compra nem demonstra que todos os grandes investidores estavam comprando.

Medalie ressaltava que o setor continuava atravessando um período turbulento, com falências e processos judiciais. Possíveis aprovações de ETFs eram apenas um dos fatores capazes de influenciar o mercado.

A análise da época apontava US$ 25 mil como possível suporte para o bitcoin caso o recuo prosseguisse. Era um cenário de agosto de 2023, não um resultado garantido ou um nível atualizado.

O artigo também abordava uma licença de transmissão de moeda em Rhode Island para a operação de pagamentos do X. As regras estaduais podem abranger determinadas atividades com moedas virtuais. A licença estadual não representava autorização nacional para toda atividade cripto nem comprovava que o X já oferecia pagamentos, custódia ou negociação de criptomoedas. 

Separadamente, o proprietário do X, Elon Musk manifestou concordância com uma publicação de DogeDesigner segundo a qual a empresa não lançaria uma moeda própria do X, mas faria o dinheiro convencional funcionar no aplicativo. Musk já havia descrito a intenção de criar um aplicativo de múltiplas funções. A declaração não comprovava que todos esses recursos já estavam disponíveis.

A pesquisa JOLTS divulgada em 29 de agosto de 2023 mostrou queda nas vagas de emprego nos EUA em julho. Participantes do mercado interpretaram a menor demanda por trabalhadores como possível argumento para menos altas de juros. O relatório não determinava, por si só, a decisão do Federal Reserve, e os movimentos dos mercados podem ter várias causas. 

Considerações finais

O período mostrou que atualizações técnicas, interesse por IA e notícias regulatórias podiam afetar o mercado ao mesmo tempo. A perda de força após uma alta não provava que outra queda seria inevitável. A Fetch.ai poderia continuar desenvolvendo produtos enquanto o interesse oscilava, mas a futura demanda de investidores individuais e o retorno do token permaneciam incertos.

Gaurav começou a negociar criptomoedas em 2017 e desde então se apaixonou pelo espaço de criptomoedas. Seu interesse por tudo relacionado a criptomoedas o transformou em um escritor especializado em criptomoedas e blockchain. Em breve, ele se viu trabalhando com empresas de criptomoedas e veículos de comunicação. Ele também é um grande fã do Batman.