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Déficit comercial dos EUA recua para US$ 105 bilhões enquanto as importações de computadores disparam

O U.S. Census Bureau e o U.S. Bureau of Economic Analysis informaram em 4 de novembro de 2026 que o déficit comercial dos EUA em bens e serviços diminuiu US$ 0,7 bilhão, chegando a US$ 105,0 bilhões em setembro de 2026, ante os US$ 105,7 bilhões revisados de agosto de 2026. As exportações aumentaram US$ 5,8 bilhões, para US$ 321,5 bilhões, pouco acima do aumento de US$ 5,2 bilhões nas importações, que chegaram a US$ 426,6 bilhões.
Equipamentos de informática impulsionam o crescimento das importações
Os equipamentos de informática foram responsáveis pela maior variação por trás do resultado geral. Com base nos dados do Census Bureau, as importações de bens de capital saltaram US$ 11,6 bilhões, com alta de US$ 7,6 bilhões em computadores e de US$ 5,7 bilhões em acessórios para computadores, enquanto as importações de semicondutores caíram US$ 1,2 bilhão. As exportações de bens de capital aumentaram bem menos: US$ 3,8 bilhões, incluindo altas de US$ 1,3 bilhão em computadores, US$ 0,8 bilhão em acessórios para computadores e US$ 0,7 bilhão em aeronaves civis.
As importações totais de bens aumentaram US$ 4,4 bilhões, chegando a US$ 346,9 bilhões, segundo a metodologia do balanço de pagamentos usada nos números gerais; com base nos dados do Census Bureau, o aumento foi de US$ 8,0 bilhões. A redução de US$ 3,6 bilhões nos ajustes líquidos do balanço de pagamentos às importações ajuda a explicar a diferença entre esses aumentos. As importações de bens de consumo cresceram US$ 2,4 bilhões, incluindo US$ 2,9 bilhões em preparações farmacêuticas, enquanto as importações de insumos industriais caíram US$ 3,7 bilhões, com recuos de US$ 2,7 bilhões em ouro não monetário e de US$ 1,3 bilhão em petróleo bruto.
As exportações de bens aumentaram US$ 5,1 bilhões, chegando a US$ 211,0 bilhões. Além dos bens de capital, alimentos, rações e bebidas acrescentaram US$ 1,9 bilhão às exportações calculadas com base nos dados do Census Bureau, com alta de US$ 1,3 bilhão nas exportações de soja. Os insumos e materiais industriais recuaram US$ 1,0 bilhão, pois a queda de US$ 3,4 bilhões no ouro não monetário superou o aumento de US$ 1,2 bilhão no petróleo bruto. Portanto, o desempenho mais forte das exportações não se limitou à tecnologia, mas ainda assim resultou apenas em uma melhora marginal do saldo total.
Tendência recente contrasta com melhora acumulada no ano
O déficit em bens diminuiu para US$ 135,9 bilhões, enquanto o superávit em serviços encolheu menos de US$ 0,1 bilhão, chegando a US$ 30,9 bilhões. A média móvel de três meses, que suaviza as oscilações mensais, seguiu na direção oposta à do déficit mensal: o déficit médio aumentou US$ 11,3 bilhões, chegando a US$ 101,2 bilhões. As importações médias subiram US$ 12,7 bilhões, para US$ 417,2 bilhões, superando em muito o aumento de US$ 1,4 bilhão nas exportações médias, que chegaram a US$ 316,0 bilhões.
No acumulado do ano, o déficit foi US$ 92,4 bilhões, ou 12,2%, menor do que no mesmo período de 2025, com alta de 11,6% nas exportações e de 6,2% nas importações. Assim, os números acumulados mostram melhora, embora a medida recente mais suavizada indique um aumento do déficit impulsionado pelas importações.
Déficits ajustados pelos preços e de tecnologia aumentam
Com base nos dados do Census Bureau, o déficit real em bens, medido em dólares encadeados de 2017, aumentou US$ 3,5 bilhões, ou 3,0%, chegando a US$ 119,5 bilhões, enquanto o déficit nominal correspondente cresceu 2,2%. As exportações reais de bens avançaram 0,1%, para US$ 152,2 bilhões, ante um aumento nominal de 2,5%; as importações reais subiram 1,4%, para US$ 271,6 bilhões, ante um aumento nominal de 2,4%. Um ajuste do balanço de pagamentos referente às importações de ouro não monetário explica por que o déficit nominal em bens calculado com base nos dados do Census Bureau aumentou, mesmo com a queda do déficit em bens divulgado segundo a metodologia do balanço de pagamentos.
As tabelas de tecnologias avançadas do relatório completo oferecem uma perspectiva à parte, sem ajuste sazonal, que não está disponível segundo a metodologia do balanço de pagamentos. Elas mostram um déficit de US$ 84,4 bilhões em setembro, ante US$ 65,3 bilhões em agosto, com importações de US$ 141,2 bilhões e exportações de US$ 56,9 bilhões. O setor de informação e comunicações registrou um déficit de US$ 82,8 bilhões, com US$ 104,9 bilhões em importações e US$ 22,1 bilhões em exportações. A supressão de dados relacionados a aeronaves superestimou as exportações de tecnologias avançadas de setembro em US$ 1,127 bilhão.
Saldos por país mostram movimentos compensatórios
Com ajuste sazonal e com base nos dados do Census Bureau, os déficits em bens de setembro incluíram US$ 28,7 bilhões com o México, US$ 25,3 bilhões com o Vietnã, US$ 21,9 bilhões com Taiwan, US$ 17,9 bilhões com a China e US$ 14,2 bilhões com a União Europeia. O déficit com Taiwan aumentou US$ 3,6 bilhões, com alta de US$ 0,6 bilhão nas exportações, para US$ 5,3 bilhões, e salto de US$ 4,2 bilhões nas importações, para US$ 27,3 bilhões. O déficit com a União Europeia aumentou US$ 3,2 bilhões, com queda de US$ 0,6 bilhão nas exportações, para US$ 39,0 bilhões, e alta de US$ 2,6 bilhões nas importações, para US$ 53,2 bilhões.
O Canadá seguiu na direção oposta: seu déficit diminuiu US$ 2,7 bilhões, chegando a US$ 4,4 bilhões, porque as importações caíram US$ 3,0 bilhões, para US$ 34,1 bilhões, enquanto as exportações recuaram US$ 0,3 bilhão, para US$ 29,7 bilhões.
A redução marginal de setembro deixa, portanto, um quadro misto. O déficit acumulado é menor do que em 2025, mas o crescimento recente das importações está concentrado em equipamentos de informática, enquanto tanto o déficit real em bens quanto a média móvel de três meses estão aumentando. A questão central que fica para os próximos relatórios é se esse crescimento das importações, concentrado em tecnologia, será um salto pontual de um mês ou uma mudança sustentada.












