Energia
Dez empresas de baterias e um exemplo adicional: panorama de 2023
Armazenamento de energia elétrica
Este artigo analisa dez empresas e um exemplo adicional com base na situação de 2023. Números e projeções são históricos. A energia é essencial à vida e à civilização, mas nem sempre é fácil armazená-la. Alimentos, madeira e carvão vegetal foram durante muito tempo importantes reservas de energia.
Com a Revolução Industrial, começamos a explorar reservas subterrâneas de carvão, petróleo e gás.
A eletricidade é versátil: pode alimentar um circuito de computador, iluminação ou grandes máquinas industriais.
Para armazenar energia elétrica de forma prática em grande escala, é preciso convertê-la em outra forma. A rede deve equilibrar continuamente produção e consumo.
Baterias armazenam energia por processos eletroquímicos. A tecnologia de íons de lítio permitiu reunir energia suficiente em baterias pequenas e leves para computadores e smartphones. Energia, por exemplo em Wh, é diferente de potência, por exemplo em W.
Eletrificação dos transportes
É possível produzir eletricidade com baixas emissões usando fontes renováveis e energia nuclear. As emissões totais de um veículo elétrico também dependem da fabricação, da bateria e da matriz elétrica.
O transporte utiliza muito petróleo. O elevado conteúdo energético dos combustíveis líquidos por quilograma e litro dificulta eletrificar algumas aplicações.
A Tesla (TSLA ) e fabricantes como a BYD mostraram que baterias modernas permitem veículos elétricos práticos. A densidade energética não equivale à da gasolina; a elevada eficiência do motor elétrico ajuda a compensar a diferença.
Veículos elétricos eram um importante motor da demanda por baterias em 2023. O crescimento futuro era uma projeção, não uma certeza.

Fonte: Statista
O estudo citado projetava que o valor do mercado de baterias para veículos elétricos aumentaria de US$ 56,4 bilhões em 2022 para US$ 134,6 bilhões em 2027, cerca de 19% de crescimento anual composto.
O armazenamento para residências e redes também era um mercado em expansão. A variabilidade do vento e do sol pode ser administrada com baterias, interligações, flexibilidade da demanda, armazenamento hidrelétrico por bombeamento e geração controlável. Uma rede de baixas emissões não depende necessariamente apenas de enormes baterias.
Dez empresas de baterias e um exemplo adicional
1. Tesla, Inc.
TSLA Gráfico de preços
TSLA Gráfico de preços
A Tesla era uma grande fabricante de veículos totalmente elétricos em 2023. A liderança depende da definição do mercado: incluir híbridos recarregáveis muda a comparação.
O Roadster ajudou a mudar a imagem dos carros elétricos ao combinar desempenho e design atraente. O sucesso comercial não significa que todo veículo elétrico seja livre de emissões durante seu ciclo de vida.
Em 2023, a Tesla buscava direção completamente autônoma e serviços de robotáxi. Os dados da frota poderiam apoiar o desenvolvimento, mas não provavam que todos os carros já eram autônomos ou que superariam todos os concorrentes juntos.
A Tesla utilizou baterias de fornecedores, inicialmente Panasonic e depois CATL e, segundo a notícia de 2023 citada, BYD, enquanto desenvolvia sua própria produção de células.
A Tesla também atuava em energia solar, Powerwall para residências e Megapack para armazenamento em escala de rede.

Fonte: Tesla
O negócio de energia era menor que a fabricação de veículos, mas crescia. Tornar-se tão grande quanto ela era um cenário possível, não resultado garantido.
O artigo original citava cumulativamente 10 GWh de Megapack em mais de 1.500 locais. Isso é diferente dos 3,889 GWh de todas as instalações de armazenamento que a Tesla informou especificamente para o primeiro trimestre de 2023.

Fonte: Tesla
A Tesla era grande compradora de baterias e fornecedora de sistemas de armazenamento. Crescimento de vendas não garante retorno proporcional das ações.
A avaliação da Tesla em 2023 refletia expectativas otimistas. O investidor precisava analisar quanto do crescimento futuro já estava no preço.
2. Toyota Motor Corporation
TM Gráfico de preços
TM Gráfico de preços
A Toyota é uma montadora estabelecida e foi o maior grupo automotivo por volume de vendas em 2022, à frente da Volkswagen. O grupo vendeu cerca de 10,48 milhões de veículos. Atua globalmente, mas as vendas não se distribuem igualmente por todas as regiões. É conhecido por automação e sistemas de fornecimento e produção just-in-time.

Fonte: Toyota
A Toyota priorizou híbridos e hidrogênio durante muito tempo, mas já investia também em veículos elétricos com baterias convencionais de íons de lítio.
Em junho de 2023, a Toyota apresentou seus planos de baterias com eletrólito sólido. A meta de comercialização era 2027–2028. O primeiro objetivo de autonomia era cerca de 20% acima da bateria Performance planejada para 1.000 km, ou seja, aproximadamente 1.200 km. Uma ambição posterior de pesquisa, com 50% adicionais, correspondia a cerca de 1.500 km ou 900 milhas. Não era a autonomia garantida dos primeiros modelos. A meta de dez minutos de recarga se referia a 10–80% de carga, não ao carregamento completo.
A Toyota combinava várias tecnologias de propulsão e não esperava baterias de estado sólido para investir em elétricos. As metas de 2023 dependiam de desenvolvimento técnico e expansão produtiva.
3. BYD Company Limited
A BYD vendeu cerca de 1,86 milhão de veículos de nova energia em 2022, incluindo elétricos puros e híbridos recarregáveis. A receita do grupo foi aproximadamente 424,1 bilhões de yuans, não 20 bilhões de euros.
A BYD foi fundada em 1995. Começou a fornecer baterias de íons de lítio à Motorola em 2000 e entrou no setor automotivo em 2003. Também atuava em ônibus, transporte ferroviário, semicondutores e armazenamento de energia.

Fonte: BYD
A notícia citada informava quea BYD havia ultrapassado a LG como segunda maior fornecedora de baterias para veículos elétricos. A classificação depende do período e do indicador e não deve ser combinada automaticamente com outros dados.
Além das baterias para veículos, a BYD desenvolveu produtos para outros mercados, como o Battery‑Box para residências, com química de fosfato de ferro e lítio sem cobalto. Também oferecia o pacote New Energy que combinava energia solar e armazenamento.
Segundo o artigo original, o Sistema de Armazenamento de Energia (ESS) da BYD havia fornecido mais de 14 GWh de capacidade. Era uma declaração histórica da empresa, não um número anual atual.
A BYD integra etapas da cadeia, do processamento de materiais às células e aos conjuntos de baterias. Isso não significa possuir todas as fontes minerais. A reutilização de baterias automotivas no armazenamento estacionário e a reciclagem de materiais eram apoiadas por uma unidade de negócios criada em 2022.
A BYD expandia sua presença internacional em 2023. Na Europa, eram citados modelos a partir de cerca de 30 mil euros e autonomia de 265 milhas, aproximadamente 426 km. O valor era um preço, não a quantidade de modelos. Preço e autonomia dependiam da oferta e do mercado. Tensões comerciais influenciavam a expansão nos Estados Unidos.
A BYD oferecia exposição ao crescimento de veículos elétricos e baterias, mas concorrência, avaliação e geopolítica traziam riscos. Um grande mercado doméstico não garante retorno acionário.
4. Contemporary Amperex Technology Co., Limited
A CATL era em 2022 a maior fornecedora pelo uso mundial de baterias para veículos elétricos, com participação de 37,0%. Isso não equivale a quase metade de toda a produção de baterias. O fosfato de ferro e lítio pode combinar custos menores e densidade energética útil.
A CATL também desenvolvia outras químicas e anunciou uma bateria de íons de sódio de 160 Wh/kg em 2021. O sódio abundante pode substituir o lítio em algumas aplicações. Para usos que ainda exigem lítio, anunciou investimento de US$ 1,4 bilhão na produção na Bolívia.
A apresentação tecnológica da CATL mencionava células de 330 Wh/kg. Baterias de longa vida, com metas de dezesseis anos ou dois milhões de quilômetros, e recarga a 80% em cinco minutos estavam em seções tecnológicas separadas. Não eram características conjuntamente demonstradas de uma única bateria que seria com certeza usada pela Tesla.
Em abril de 2023, a CATL apresentou uma bateria condensada com densidade declarada de até 500 Wh/kg no nível da célula. Desenvolvia aplicações aeronáuticas e automotivas; isso não provava a disponibilidade comercial de aviões de longo alcance com essa bateria. Também trabalhava em desempenho no frio, que pode afetar autonomia e recarga.
Montadoras desenvolvem tecnologia própria ou colaboram com fornecedores especializados. As relações da CATL mencionadas em 2023 incluíam Ford, Nio, BAIC, Volvo e BMW, Honda e Mercedes-Benz.
A CATL poderia aproveitar economias de escala e pesquisa. Por não fabricar carros, poderia ser atraente para montadoras que evitam depender de concorrentes diretas. Isso não garante liderança tecnológica permanente.
A posição da CATL oferecia oportunidades, mas concorrência, necessidade de investimento e tensões comerciais entre Estados Unidos e China eram riscos.
5. LG Energy Solution, Ltd.
A LG Energy Solution era outra grande fabricante. O gráfico citado atribuía a CATL, LG, BYD e Panasonic juntas 71,9% de um mercado específico de fornecimento a terceiros. Não era participação geral ou atual de toda a produção de baterias.

Fonte: Statista
A LG Energy Solution é listada separadamente na Coreia do Sul. A ação oferece exposição mais direta a baterias que empresas LG mais diversificadas, mas envolve riscos próprios de negócio e avaliação.
Outras empresas LG fornecem eletrônicos, telas, motores e materiais químicos. Isso pode apoiar cooperação, mas nem todas as atividades pertencem à LG Energy Solution.
A receita aumentou de cerca de 12,6 trilhões de won em 2020 para 25,6 trilhões em 2022. O dado de 2020 combina a atividade antes e depois da separação societária de dezembro. Comparações com 2014 se referem ao antigo negócio de baterias, não a uma LG Energy Solution já independente naquela época.

Fonte: LG Energy
A LG Energy Solution também pesquisava baterias com eletrólito sólido e de lítio-enxofre. A demanda crescente oferecia oportunidades, mas desenvolvimento técnico e participação de mercado eram incertos.
6. Samsung SDI Co., Ltd.
A Samsung SDI fabrica baterias e materiais eletrônicos. Outras empresas Samsung atuam em telas e semicondutores; nem todas essas atividades pertencem à Samsung SDI.
O portfólio inclui células pequenas para telefones, bicicletas elétricas, scooters, ferramentas e aspiradores. A participação de 26,8% citada era de um mercado específico de células cilíndricas pequenas, não de todo o setor.
A Samsung SDI também fornece baterias automotivas e armazenamento estacionário. Em abril de 2023, anunciou uma fábrica conjunta com a GM nos Estados Unidos, com investimento superior a US$ 3 bilhões, capacidade anual acima de 30 GWh e meta de produção então prevista para 2026. A ampliação de células cilíndricas na Malásia envolvia cerca de US$ 1,3 bilhão. Um acordo anterior citava fornecimento à BMW de cerca de US$ 3 bilhões em dez anos; não era nova garantia de receita futura.
A Samsung SDI era importante produtora de células pequenas e baterias automotivas, embora não tivesse a maior participação mundial em baterias para elétricos.
A cooperação com GM e BMW mostrava posição comercial, não superioridade técnica em todas as aplicações.
Outras empresas Samsung incluem um grande construtor naval e negócios de energia renovável. Relações de grupo podem oferecer oportunidades, mas suas atividades e receitas não pertencem automaticamente à Samsung SDI.
A Samsung SDI oferecia exposição ao mercado de baterias. Ganhar participação era uma possibilidade, não certeza.
7. Panasonic Holdings Corporation
A Panasonic participou cedo do desenvolvimento das baterias e foi uma das primeiras fornecedoras da Tesla. Permaneceu importante na cadeia dos veículos elétricos.
A Panasonic colaborava com a Toyota na Prime Planet Energy & Solutions, iniciada em abril de 2020. O foco incluía baterias prismáticas para veículos e novas tecnologias, não apenas um futuro projeto de estado sólido.
A Panasonic buscava reduzir o cobalto a menos de 5% em determinadas composições catódicas à base de níquel. Não era a primeira bateria de qualquer tipo com pouco cobalto: o fosfato de ferro e lítio não contém esse metal. Materiais e custos dependem da química da célula.
O plano inicial do Kansas envolvia US$ 4 bilhões e 30 GWh de capacidade anual. A produção em massa começou em julho de 2025, com meta de 32 GWh anuais. O artigo também mencionava conversas da época com Stellantis e BMW sobre produção de baterias.
A Panasonic pode ser estudada por investidores interessados em baterias. Elas representam apenas parte da Panasonic Holdings, portanto a ação também oferece exposição a outros negócios.
Grande parte do negócio atual também abrange eletrônicos, software, componentes elétricos e eletrodomésticos.

Fonte: Panasonic
O investidor precisa avaliar todo o grupo. A colaboração entre negócios pode gerar oportunidades, por exemplo sistemas de entretenimento para a Ford e um aplicativo para a primeira motocicleta elétrica da Harley-Davidson.
8. QuantumScape Corporation
QS Gráfico de preços
QS Gráfico de preços
A QuantumScape (QS ) desenvolvia em 2023 baterias com eletrólito sólido, sem receita comercial de produtos.
O projeto usa separador cerâmico sólido e ânodo de lítio metálico que se forma durante a carga. O cátodo também contém católito líquido. A bateria não é composta apenas por metais sólidos nem elimina todos os riscos.
Investidores como Bill Gates apoiavam a empresa, que colaborava com a Volkswagen desde 2012. Resultados de laboratório não demonstram produção em massa rentável.
Metas históricas incluíam cerca de 400–500 Wh/kg e cerca de 1.000 Wh/L. O primeiro dado mede energia por quilograma, o segundo por litro. O texto original confundia as unidades: 1.000 Wh/L não significa 1.000 Wh/kg.
Eram metas ambiciosas de desenvolvimento, não especificações comerciais garantidas. A imagem comparativa incluía valores modelados.

Fonte: QuantumScape
Passar do protótipo à produção em massa exige qualidade confiável, bom rendimento produtivo e custos controláveis. O desenvolvimento poderia sofrer atrasos.
A QuantumScape enviou os primeiros protótipos A0 em dezembro de 2022, não apenas no primeiro trimestre de 2023. As datas de lançamento discutidas então eram expectativas, não garantias de disponibilidade em grande escala.
O caixa oferecia margem para desenvolver o produto, mas não garantia financiamento suficiente até a produção comercial. Eletrônicos de consumo eram uma aplicação possível; trabalhos iniciais não significavam vendas certas.
A bateria condensada da CATL anunciada em abril de 2023 destacava a concorrência de outras tecnologias. O artigo originalmente citado discutia a comparação, mas não confirmava especificações idênticas.
Metas semelhantes de densidade não provavam que os produtos estivessem no mesmo estágio. Não havia lançamento conjunto confirmado para 2025–2026.
A Toyota visava em junho de 2023 à comercialização de baterias com eletrólito sólido em 2027–2028. Isso não determinava o calendário da QuantumScape. Uma desenvolvedora menor sem receita de produtos tinha riscos técnicos, comerciais e financeiros relevantes.
Restrições comerciais podem mudar a concorrência, mas não garantem sucesso técnico ou comercial de uma desenvolvedora americana.
9. FREYR Battery
Em 2023, a FREYR queria aplicar industrialmente a tecnologia da 24M, empresa originada no MIT.
A SemiSolid da 24M envolve eletrodos e processo produtivo, não equivale a eletrólito totalmente sólido. A economia de 40% era uma meta empresarial. A tecnologia era licenciada à Volkswagen e à Fujifilm, enquanto FREYR, Lucas TVS e Axxiva desenvolviam planos produtivos.
O Giga Arctic na Noruega tinha capacidade anual planejada de aproximadamente 29 GWh, não 43 GW. A FREYR queria aproveitar a rede de baixas emissões para uma produção menos intensiva em carbono. O Giga America nos Estados Unidos previa cerca de 38 GWh. Os US$ 8 bilhões eram valor presente líquido estimado do projeto, não custo da construção. Os benefícios da Inflation Reduction Act eram projeções, não US$ 2,5 bilhões de subsídios já recebidos.
Parcerias podem mostrar interesse comercial, mas não substituem análise de viabilidade técnica, financiamento e execução.
O artigo original mencionava planos de fornecimento e contratos de compra para 2025–2030 com:
- 10‑14 GWh da Impact Clean Power Technology.
- 38 GWh da Nidec Corporation.
- 19 GWh da Honeywell.
- 5 GWh da Powin.
- Maersk, Siemens Energy, Scatec, ITOCHU e Eguana: volume não divulgado. As quantidades eram contratuais ou previstas, não baterias já entregues.
A descrição é histórica. A FREYR mudou de nome para T1 Energy em fevereiro de 2025 e passou a focar energia solar. Desde março de 2025, o símbolo era TE. Os planos de 2023 não descrevem, portanto, um investimento atual exclusivamente em baterias.
10. Microvast Holdings, Inc.
MVST Gráfico de preços
MVST Gráfico de preços
O transporte pesado é um mercado específico de eletrificação. A Tesla reportou produção piloto do caminhão-trator Semi no primeiro trimestre de 2023. Não era apenas uma promessa futura indefinida.
A Microvast, com sede em Houston, focava baterias para caminhões, ônibus, vans e máquinas industriais.

Fonte: Microvast
A Microvast desenvolve químicas de células para diferentes necessidades. Recarga rápida e longa vida podem ser mais importantes que autonomia máxima no transporte pesado. O equilíbrio depende do produto e da aplicação.
Em 2023, a Microvast citava três locais de produção, mais de 30.000 sistemas instalados e expansão de capacidade. O acréscimo era 4 GWh, não 4 GW: cerca de 2 GWh em Huzhou e 2 GWh em Clarksville. O autofinanciamento anunciado dependia de créditos fiscais produtivos estimados e antecipações de clientes; construir ainda exigia investimento. Uma proposta separada de subsídio de US$ 200 milhões para separadores foi retirada em maio de 2023.
A projeção citada esperava cerca de 39% de crescimento anual composto até 2030 para veículos comerciais elétricos. Era previsão, não crescimento realizado.
O artigo original citava aumento de 300% da carteira de pedidos desde o primeiro trimestre de 2022 e expectativa de crescimento da receita de 50–100% entre 2023 e 2024. A receita efetiva de 2024 aumentou 23,9% para US$ 379,8 milhões, contra US$ 306,6 milhões em 2023. A antiga projeção de 50% ao ano até 2027 não era garantia.
Pesquisa e expansão exigiam muito capital. As expectativas de rentabilidade para 2024–2025 precisam ser separadas por indicador: EBITDA positivo de uma fábrica não equivale ao lucro líquido de todo o grupo conforme as regras contábeis.
Baterias para transporte pesado ofereciam oportunidades, mas desempenho, clientes e expansão produtiva eram essenciais. Uma posição de nicho não garante crescimento rápido ou lucro.
O investidor deve comparar receita, fluxos de caixa e necessidade de financiamento efetivos com os planos anteriores e acompanhar a eletrificação dos clientes.
Exemplo adicional: Solid Power, Inc.
SLDP Gráfico de preços
SLDP Gráfico de preços
A Solid Power (SLDP ) desenvolve baterias com eletrólito sólido à base de sulfeto e ânodo de silício. Entre os apoiadores estavam Hyundai, Volta Energy Technologies, Umicore, Sanoh, A123 Systems e Solvay. Ford e BMW também se tornaram parceiras.

Fonte: Solid Power
A Solid Power estimava poder reutilizar cerca de 70% dos equipamentos existentes para íons de lítio. Isso não significa recuperar 70% de todos os investimentos anteriores. A densidade de 350 Wh/kg era meta de desenvolvimento, não especificação comercial garantida.
Desempenho, rendimento produtivo e custos exigiam comprovação adicional. Metas de densidade de diferentes desenvolvedoras não são diretamente comparáveis.
A Solid Power pesquisava eletrólitos de sulfeto e ânodos de silício. O projeto ainda usa lítio e não é o oposto de todas as baterias de lítio.
O artigo original citava valor de mercado pouco superior a US$ 500 milhões. Era avaliação histórica, não preço atual. Uma aquisição era cenário possível, não consequência certa do tamanho menor.











