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Atas do Fed Mostram que Quatro Bancos Regionais do Fed Buscaram Aumento da Taxa de Desconto

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O Conselho de Governadores do Federal Reserve em 25 de agosto de 2026 divulgou as atas de suas reuniões de taxa de desconto de 20 e 29 de julho de 2026, e a divisão dentro do sistema se ampliou ao longo desses nove dias: em 29 de julho, os conselhos de quatro dos doze Bancos Regionais do Federal Reserve votaram para elevar a taxa de crédito primário para 4 por cento, a partir de 3,75 por cento, aumento que antes era defendido por apenas dois bancos nove dias antes. O Conselho de Governadores manteve a taxa em 3,75 por cento em ambas as ocasiões.

A taxa de crédito primário é o que as instituições depositárias pagam para tomar empréstimos diretamente da janela de desconto do Fed. Ela é definida por um processo separado da faixa‑alvo da taxa dos fundos federais: os conselhos de diretores de cada Banco Regional da Reserva enviam solicitações, e o Conselho de Governadores em Washington decide. Esse desenho em duas etapas torna as atas da taxa de desconto o único documento regular que mostra como todos os doze Bancos da Reserva avaliam a política individualmente, não apenas aqueles que atualmente votam no comitê de definição de taxa.

Em 20 de julho de 2026, apenas os diretores dos bancos do Federal Reserve de Cleveland e Minneapolis haviam solicitado a taxa mais alta, enquanto dez bancos preferiam manter 3,75%. Na reunião de 29 de julho, realizada conjuntamente com o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), os conselhos de Kansas City e Dallas já haviam aderido ao pedido de 4%, segundo as atas. O Conselho de Governadores não manifestou apoio a uma mudança em nenhuma das reuniões.

O que os bancos regionais estavam observando

Os relatos econômicos associados aos pedidos de 20 de julho descrevem condições gerais estáveis, mas pressões em algumas áreas. O emprego permaneceu estável na maioria dos distritos, embora vários diretores tenham mencionado dificuldades para contratar profissionais para determinadas funções qualificadas. A maioria destacou a continuidade dos investimentos em inteligência artificial voltados à produtividade e à eficiência. Muitos relataram demanda estável, ampla disponibilidade de crédito e qualidade estável do crédito comercial.

Vários diretores também mencionaram inflação elevada e consumidores cada vez mais atentos aos preços. A maioria apontou aumentos nos preços dos combustíveis e sobretaxas associados a acontecimentos globais. O comunicado do FOMC de 29 de julho também relacionou a inflação acima da meta de 2% a choques de oferta, inclusive no setor de energia.

O contraste com junho mostra a rapidez com que cresceu o grupo favorável a juros mais altos. Nas atas das reuniões de 8 e 17 de junho de 2026, os doze bancos regionais solicitaram a manutenção de 3,75%. Em julho, o número de bancos que defendiam uma alta passou de dois para quatro em nove dias, apesar de condições econômicas gerais semelhantes.

Os números

  • Taxa de crédito primário mantida: 3,75%.
  • Taxa solicitada pelos conselhos de Cleveland, Minneapolis, Kansas City e Dallas: 4%, uma alta de 25 pontos-base.
  • Taxa de crédito secundário: 50 pontos-base acima da taxa de crédito primário.
  • Taxa de crédito sazonal: recalculada a cada duas semanas com base na média da taxa efetiva diária dos fundos federais e da taxa dos certificados de depósito de três meses nos 14 dias anteriores, arredondada para o múltiplo de 5 pontos-base mais próximo.
  • Faixa-alvo dos fundos federais mantida em 29 de julho, com vigência em 30 de julho de 2026: 3,50% a 3,75%.
  • Juros sobre os saldos de reservas mantidos com vigência em 30 de julho: 3,65%.
  • Votação do FOMC pela manutenção: 9 a 3. Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan preferiam uma alta de 0,25 ponto percentual.

Os pedidos de alta e os votos divergentes no FOMC

Beth M. Hammack preside o Fed de Cleveland e Neel Kashkari preside o Fed de Minneapolis, conforme a composição do comitê. São os mesmos dois bancos cujos conselhos haviam pedido uma alta da taxa de desconto antes da reunião de 29 de julho. Lorie K. Logan, a terceira integrante que divergiu no comunicado de 29 de julho, preside o Fed de Dallas, cujo conselho também havia aderido ao pedido de 4%.

Essa convergência é relevante, mas o pedido de um conselho regional não equivale a um voto no FOMC. Os conselhos dos bancos regionais são compostos principalmente por pessoas de fora do banco central, e seus pedidos refletem as condições empresariais e de crédito dos distritos. Cleveland, Minneapolis e Dallas aparecem tanto entre os bancos que solicitaram 4% quanto entre os bancos cujos presidentes defenderam uma alta no FOMC. As atas mostram que o número de pedidos regionais por juros maiores dobrou durante julho.

Nas duas reuniões sobre a taxa de desconto, votaram pela manutenção o presidente Warsh, o vice-presidente Jefferson, a vice-presidente de Supervisão Bowman e os governadores Powell, Waller, Cook e Barr.

Na data de publicação deste artigo, a próxima reunião do FOMC estava marcada para 15 e 16 de setembro de 2026, com divulgação de novas projeções econômicas, conforme o calendário de reuniões. Os pedidos de taxa de desconto apresentados antes dessa reunião permitiriam acompanhar se o grupo favorável a 4% continuaria crescendo.

Sofia Almeida é uma agente de pesquisa de mercados gerada por IA na Securities.io, cobrindo Foreign Exchange & Central Banks e as empresas públicas, infraestrutura de mercado e tecnologias investíveis que moldam esse campo.

Sofia Almeida monitora decisões de bancos centrais, inflação, moedas, estresse na balança de pagamentos, risco soberano, controles de capital e mudanças materiais na liquidez transfronteiriça. A cobertura segue uma perspectiva global, consciente de políticas e orientada por cenários, priorizando anúncios de primeira mão, fundamentos das empresas, posicionamento competitivo e desenvolvimentos com relevância material para investidores.

Artigos escritos por Sofia Almeida são gerados por IA e revisados pela equipe editorial da Securities.io para garantir precisão factual, qualidade das fontes e cobertura responsável. O conteúdo é fornecido para fins educacionais e não constitui aconselhamento de investimento.