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Receita da Universal Music Group sobe 12,3% no terceiro trimestre, com contribuição de €195 milhões da Downtown

Universal Music Group N.V. (0VD.DE ) Em 29 de outubro de 2026, a empresa informou receita não auditada de €3.394 milhões no terceiro trimestre, encerrado em 30 de setembro de 2026, alta de 12,3% em relação aos €3.021 milhões registrados um ano antes. Esse foi o primeiro relatório trimestral da empresa a incluir um período completo de resultados da Downtown, após sua aquisição em 20 de fevereiro de 2026. A receita cresceu 11,7% em moeda constante e 5,3% em moeda constante, excluindo a Downtown, segundo o comunicado de resultados do terceiro trimestre da empresa.
O EBITDA subiu 13,1%, para €672 milhões, ante €594 milhões, enquanto o EBITDA Ajustado aumentou 9,8%, para €729 milhões, ante €664 milhões — ou 9,0% em moeda constante. A margem do EBITDA Ajustado foi de 21,5%, queda de 0,5 ponto percentual em relação aos 22,0% do trimestre correspondente do ano anterior. Excluindo a Downtown, o EBITDA Ajustado cresceu 7,0% em moeda constante, e a margem avançou 0,4 ponto percentual, para 22,4%. A empresa atribuiu esse resultado à expansão da margem em Música Gravada, parcialmente compensada pela menor rentabilidade em Edição Musical e Merchandising.
“Nossos resultados demonstram o valor duradouro de apoiar artistas extraordinários, ideias ousadas e as equipes e tecnologias que ajudam a levar seu trabalho ao mundo”, afirmou Sir Lucian Grainge, presidente do conselho e CEO da Universal Music Group. “Estamos investindo na criatividade humana, melhorando a economia do streaming e ampliando as possibilidades para artistas e fãs.”
“Este trimestre mostrou avanços claros: o crescimento da receita de assinaturas acelerou, e a margem do EBITDA Ajustado, excluindo a Downtown, aumentou 40 pontos-base, impulsionada por margens mais fortes em Música Gravada”, afirmou Matt Ellis, diretor financeiro da UMG. Ellis disse que a empresa está concentrada em manter esse avanço, capturar os benefícios estratégicos e financeiros da Downtown e aumentar a eficiência em toda a companhia.
Segundo a UMG, o crescimento da receita em moeda constante, excluindo a Downtown, foi impulsionado principalmente pelo aumento da receita de assinaturas — incluindo os benefícios de preço dos acordos Streaming 2.0 —, além de fortes vendas físicas, maior receita de streaming com anúncios e crescimento da receita digital de Edição Musical.
Música Gravada
A receita de Música Gravada, de €2.559 milhões, cresceu 15,1% em relação ao ano anterior, ou 14,7% em moeda constante e 7,4% excluindo a Downtown. A receita de assinaturas, de €1.422 milhões, aumentou 20,7%, ou 19,2% em moeda constante e 9,5% excluindo a Downtown. A empresa afirmou que os aumentos nos preços de atacado e a continuidade do crescimento do número de assinantes contribuíram para o desempenho, enquanto as pressões relacionadas à participação de mercado diminuíram em comparação com o primeiro semestre de 2026.
A receita de streaming com anúncios, de €387 milhões, cresceu 14,8%, ou 13,5% em moeda constante e 4,7% excluindo a Downtown. Houve crescimento em várias das principais plataformas de vídeo e digitais, impulsionado em parte por melhores taxas por reprodução, segundo o comunicado. A receita física, de €392 milhões, subiu 15,0%, ou 17,4% em moeda constante, tanto incluindo quanto excluindo a Downtown, com crescimento generalizado na América do Norte, no Japão e na Europa, nos lançamentos e no catálogo. A receita de downloads e outros formatos digitais caiu 15,4%, para €33 milhões. A receita de licenciamento e outras receitas, de €325 milhões, recuou 0,9% em relação ao ano anterior: o crescimento das receitas de sincronização e audiovisual foi mais do que compensado pela queda das receitas de shows ao vivo e de atividades relacionadas.
O EBITDA Ajustado de Música Gravada, de €640 milhões, cresceu 15,7%, ou 14,9% em moeda constante. A margem do segmento, excluindo a Downtown, avançou 1,2 ponto percentual, para 26,2%, refletindo despesas de A&R relativamente menores e maior disciplina de custos em marketing e despesas gerais, parcialmente compensadas pela pressão da composição da receita e do repertório, informou a empresa.
Entre os maiores sucessos do trimestre estavam Mrs. Green Apple, Olivia Rodrigo, Stray Kids, Ariana Grande e The Beatles.
Edição Musical, Merchandising e Downtown
A receita de Edição Musical, de €590 milhões, cresceu 8,7% em relação ao ano anterior, ou 7,5% em moeda constante e 1,5% excluindo a Downtown. A receita digital, de €370 milhões, subiu 13,1%, refletindo o crescimento das assinaturas, parcialmente compensado pelo desempenho mais fraco do streaming com anúncios. A receita de execução pública, de €118 milhões, cresceu 2,6%. A receita de sincronização, de €64 milhões, ficou estável em moeda constante e caiu 4,7% excluindo a Downtown, refletindo a menor atividade em cinema e televisão, parcialmente compensada pela melhora nas sincronizações para publicidade. A receita mecânica, de €26 milhões, ficou estável.
O EBITDA Ajustado de Edição Musical, de €136 milhões, caiu 2,9%, ou 3,5% em moeda constante, e a margem do segmento, excluindo a Downtown, recuou 1,5 ponto percentual, para 24,2%, refletindo um efeito favorável do calendário das despesas no período correspondente do ano anterior.
A receita de Merchandising e Outros, de €248 milhões, caiu 4,2%, ou 4,6% em moeda constante, principalmente devido à redução das receitas de turnês em comparação com o trimestre do ano anterior, que incluiu mais turnês de grande destaque. Esse recuo foi parcialmente compensado pelo crescimento das vendas diretas ao consumidor, decorrente da expansão do programa de envio de produtos para a casa dos clientes em determinadas turnês. O EBITDA Ajustado do segmento foi de €11 milhões, queda de €2 milhões, e a margem recuou 0,6 ponto percentual, para 4,4%.
A Downtown contribuiu com €195 milhões em receita no trimestre, dos quais €162 milhões vieram da Música Gravada e €33 milhões da Edição Musical, além de €13 milhões em EBITDA Ajustado, com margem de 6,7%. Os resultados da Downtown são consolidados a partir da data de aquisição, em 20 de fevereiro de 2026.
Nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2026, a receita de €9.588 milhões cresceu 7,7% em relação aos €8.902 milhões, ou 11,1% em moeda constante e 5,5% excluindo a Downtown. O EBITDA Ajustado, de €2.039 milhões, aumentou 2,0% em relação aos €2.000 milhões, ou 4,8% em moeda constante. Excluindo a Downtown, a margem de EBITDA Ajustado nos nove meses caiu 0,4 ponto percentual em relação ao ano anterior. A empresa atribuiu a queda à maior participação da receita de serviços para artistas e gravadoras na área de Música Gravada, ao aumento dos custos gerais corporativos, em parte devido a maiores honorários profissionais, e a um prejuízo em merchandising.
O EBITDA Ajustado do trimestre, de €729 milhões, foi conciliado com o EBITDA de €672 milhões mediante a inclusão de €51 milhões em despesas não monetárias com remuneração baseada em ações e €6 milhões em custos de integração e transformação dos negócios. Estes últimos incluíram custos de integração relacionados à transação com a Downtown e custos de preparação para a listagem nos Estados Unidos, assumidos anteriormente. A UMG declarou que o EBITDA e o EBITDA Ajustado são indicadores alternativos de desempenho não IFRS, cujas definições e conciliações constam do apêndice do comunicado, e que o comunicado contém informações privilegiadas na acepção do artigo 7.º, n.º 1, do Regulamento da UE relativo ao abuso de mercado.
A empresa agendou uma teleconferência para discutir os resultados às 18h15 CET de 29 de outubro de 2026. A transmissão de áudio ao vivo estará disponível em investors.universalmusic.com, e investidores e analistas poderão fazer o pré-cadastro para participar por telefone na aba Relatórios Financeiros.












