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Temenos eleva as projeções de EBIT e lucro por ação para o exercício fiscal de 2026, com alta de 12% na receita recorrente anual no 3º trimestre

Temenos AG (TEMN.SW ) Em 27 de outubro de 2026, a empresa informou que a receita recorrente anual no terceiro trimestre de 2026 foi de US$ 903,6 milhões, alta de 11% em termos reportados e de 12% em moeda constante em relação aos US$ 811,0 milhões registrados um ano antes, e elevou suas projeções para o EBIT e o lucro por ação não IFRS no ano fiscal de 2026. A empresa de tecnologia bancária publicou os resultados em um comunicado ad hoc, divulgado nos termos do Art. 53 LR em Grand-Lancy, na Suíça, referente aos três meses encerrados em 30 de setembro de 2026.
A empresa informou que a receita total não IFRS foi de US$ 292,8 milhões e a receita IFRS, de US$ 292,5 milhões, ambas com alta de 13% em relação ao terceiro trimestre de 2025. A receita não IFRS de assinaturas e SaaS aumentou 23% em termos reportados e 22% em moeda constante, chegando a US$ 121,8 milhões; a receita não IFRS de manutenção cresceu 7%, para US$ 134,7 milhões; e a receita não IFRS de serviços subiu 7%, para US$ 36,2 milhões. A receita não IFRS de produtos aumentou 14% em moeda constante, uma medida que a Temenos define como o ajuste dos resultados do ano anterior pelas variações cambiais.
O EBIT não IFRS foi de US$ 109,3 milhões, alta de 29% em termos reportados e de 26% em moeda constante. A margem de EBIT não IFRS foi de 37,3%, ante 32,7% no trimestre correspondente do ano anterior, segundo o comunicado. O lucro por ação não IFRS subiu 32%, para US$ 1,23, e o fluxo de caixa livre aumentou 24%, para US$ 36,4 milhões. Com base nas normas IFRS, o EBIT cresceu 41%, para US$ 84,8 milhões, e o lucro por ação aumentou 42%, para US$ 0,92.
“Observamos um bom dinamismo subjacente dos negócios no terceiro trimestre, apoiado por um ambiente de vendas estável, e fechamos todos os contratos cuja assinatura havia sido adiada do segundo trimestre”, afirmou o CEO Takis Spiliopoulos no comunicado. “O crescimento da receita de assinaturas e SaaS foi afetado pela assinatura, nos primeiros dias do quarto trimestre do ano fiscal de 2026, de um grande contrato na África.”
Spiliopoulos afirmou que o desempenho da Europa foi particularmente bom, incluindo a assinatura de um grande contrato com um banco global de nível 1 para suas operações europeias, enquanto o Oriente Médio registrou vários contratos com clientes novos e existentes em toda a região do Golfo. A América do Norte somou quatro novos contratos de SaaS, entre eles um com um banco regional dos EUA, assinado no início do trimestre, e um grande contrato no Canadá. Ele afirmou que a integração da additiv está avançando, com a assinatura de um novo contrato com um banco de nível 1 na região da Ásia-Pacífico, e que a empresa atribuiu o crescimento da rentabilidade aos ganhos de eficiência impulsionados por IA, ao bom controle de custos e à alavancagem operacional.
Demonstrações IFRS e reconciliação com medidas não IFRS
A demonstração de resultados IFRS no comunicado de resultados do 3º trimestre de 2026 e nas demonstrações financeiras principais apresenta receitas totais de US$ 292,5 milhões nos três meses encerrados em 30 de setembro de 2026, ante US$ 258,5 milhões um ano antes, sendo US$ 121,7 milhões de assinaturas e SaaS, US$ 134,6 milhões de manutenção e US$ 36,2 milhões de serviços. Nos doze meses encerrados em 30 de setembro de 2026, as receitas totais foram de US$ 1.141,6 milhões, ante US$ 1.095,1 milhões no período de doze meses anterior.
As despesas operacionais totais foram de US$ 207,7 milhões, ante US$ 198,4 milhões. As despesas gerais e administrativas subiram de US$ 22,8 milhões para US$ 31,9 milhões, enquanto as despesas com desenvolvimento e manutenção de software caíram de US$ 70,4 milhões para US$ 67,2 milhões; as despesas com vendas e marketing foram de US$ 77,2 milhões, ante US$ 72,4 milhões, e as despesas com serviços, de US$ 31,6 milhões, ante US$ 32,8 milhões. O lucro operacional foi de US$ 84,8 milhões, ante US$ 60,1 milhões. A despesa financeira líquida com juros foi de US$ 5,9 milhões, ante US$ 1,3 milhão, parcialmente compensada por um ganho de US$ 0,8 milhão decorrente de variações cambiais e de alterações no valor justo de instrumentos financeiros. O lucro antes dos impostos foi de US$ 79,7 milhões, ante US$ 57,0 milhões. Os impostos totalizaram US$ 16,3 milhões, e o lucro do período foi de US$ 63,4 milhões, ante US$ 44,4 milhões um ano antes. O lucro diluído por ação foi de US$ 0,92, ante US$ 0,65.
O apêndice de reconciliação apresenta US$ 24,6 milhões em ajustes não IFRS ao lucro operacional do trimestre, compostos por US$ 3,1 milhões em custos de reestruturação, US$ 11,1 milhões em amortização de ativos intangíveis adquiridos e US$ 10,1 milhões em pagamentos baseados em ações. O lucro líquido não IFRS foi de US$ 84,4 milhões, ante US$ 64,1 milhões um ano antes. A Temenos alerta que suas informações suplementares não IFRS estão sujeitas a limitações inerentes, não se baseiam em um conjunto abrangente de regras ou princípios contábeis e não devem ser consideradas substitutas das medidas calculadas segundo as normas IFRS.
Em 30 de setembro de 2026, o caixa e os equivalentes de caixa totalizavam US$ 138,0 milhões, o ativo total, US$ 2.489,9 milhões, e o patrimônio líquido total, US$ 554,4 milhões. Os empréstimos não circulantes eram de US$ 929,5 milhões, ante US$ 792,1 milhões em 31 de dezembro de 2025. No terceiro trimestre, o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais foi de US$ 64,6 milhões. Entre as saídas de caixa de investimento estavam US$ 135,3 milhões pela aquisição de uma subsidiária, líquidos do caixa adquirido, e US$ 17,5 milhões em custos de desenvolvimento capitalizados. Os fluxos de financiamento incluíram US$ 180,0 milhões em recursos provenientes de empréstimos, frente a US$ 60,0 milhões em amortizações, e US$ 35,9 milhões destinados à aquisição de ações próprias.
Projeções elevadas para o ano fiscal de 2026 e metas para 2028
A Temenos elevou sua projeção não IFRS para o ano fiscal de 2026, prevendo crescimento do EBIT de cerca de 12% em moeda constante, ante aproximadamente 9% anteriormente, e crescimento do lucro por ação de cerca de 10% em termos reportados, ante aproximadamente 7%. A empresa confirmou novamente as projeções para o ano fiscal de 2026 de crescimento da receita recorrente anual de cerca de 12% em moeda constante, crescimento da receita de assinaturas e SaaS de cerca de 9% em moeda constante e crescimento do fluxo de caixa livre de cerca de 16% em termos reportados. As taxas de crescimento são calculadas com base nos valores pró-forma do ano fiscal de 2025, excluindo a Multifonds.
A projeção inclui um impacto negativo decorrente do encerramento, no FY-25, de um contrato com um cliente de BNPL: três pontos percentuais sobre o ARR, cinco pontos percentuais sobre as receitas de assinaturas e SaaS e quatro pontos percentuais sobre o EBIT e o EPS, sem impacto negativo adicional após o FY-26. A Temenos afirmou que a aquisição da additiv deve contribuir marginalmente para o ARR e as projeções de assinaturas e SaaS do FY-26, sem impacto sobre as projeções de EBIT, EPS e fluxo de caixa livre do FY-26. A projeção considera taxas de câmbio de 1,12 para EUR/USD, 1,34 para GBP/USD e 0,82 para USD/CHF, além de uma alíquota tributária entre 19% e 21% no FY-26. Os itens excluídos da projeção não IFRS para o FY-26 permanecem inalterados: pagamentos estimados baseados em ações e encargos sociais relacionados, equivalentes a cerca de 4% a 5% da receita; amortização de ativos intangíveis adquiridos, de US$ 40 milhões; e custos de reestruturação e relacionados a fusões e aquisições, de US$ 14 milhões a US$ 15 milhões.
A empresa também confirmou suas metas para o FY-28: ARR de pelo menos US$ 1,23 bilhão, EBIT de cerca de US$ 480 milhões e fluxo de caixa livre de cerca de US$ 410 milhões. As metas são orgânicas, não IFRS e excluem qualquer contribuição da additiv.
Spiliopoulos e o diretor financeiro Daniel Schmucki tinham previsão de conduzir uma transmissão online sobre os resultados às 18h30 CET, 17h30 BST e 12h30 EST em 27 de outubro de 2026, para apresentar os resultados e atualizar os participantes sobre as perspectivas para os negócios.












