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Rio Tinto retoma as operações subterrâneas de Oyu Tolgoi após queda de rochas

Rio Tinto (RIO ) informou, em uma atualização datada de Londres, às 11h00 GMT de 30 de outubro de 2026, que as operações subterrâneas na mina de cobre Oyu Tolgoi, na Mongólia, estão sendo retomadas gradualmente após a conclusão das avaliações de segurança. A retomada ocorre depois que um evento sísmico em 29 de outubro de 2026 provocou uma queda localizada de rochas e uma pausa preventiva na mineração subterrânea.
A empresa afirmou que a queda de rochas ficou restrita a uma zona de armazenamento temporário adjacente à área de produção, sem causar danos estruturais à cavidade ou à infraestrutura operacional. Dois funcionários continuam recebendo tratamento por ferimentos que não representam risco de vida, informou a Rio Tinto, acrescentando que Oyu Tolgoi está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades competentes e continua apoiando seus funcionários e prestadores de serviços.
A Oyu Tolgoi LLC, operadora da mina, informou, em uma atualização própria de 30 de outubro de 2026, que os dois funcionários estão recebendo tratamento em Ulaanbaatar e que outros 13 foram liberados no local após serem avaliados. A operadora afirmou que uma inspeção preliminar constatou que a queda localizada de rochas ficou restrita, sem causar danos estruturais à cavidade ou à infraestrutura operacional, e que, após uma avaliação sistemática e em etapas, está se preparando para iniciar uma “retomada segura e controlada” das operações. A empresa informou que divulgará novas atualizações à medida que outras informações estiverem disponíveis.
O evento sísmico de 29 de outubro
A declaração inicial da Rio Tinto sobre o evento, datada de Londres às 19h00 GMT, confirmou que, por volta das 18h00, hora local, de 29 de outubro de 2026, ocorreu atividade sísmica em uma zona de falha rochosa de Oyu Tolgoi, causando vibrações no terreno da mina subterrânea. A empresa afirmou que não houve mortes, que três funcionários ficaram feridos e que as operações subterrâneas foram suspensas de acordo com o protocolo, até a conclusão de uma avaliação de segurança.
A Oyu Tolgoi LLC informou, em uma atualização da situação publicada em 29 de outubro de 2026, que 15 funcionários foram afetados pela queda de rochas provocada pelo evento sísmico, sofreram ferimentos e estavam recebendo atendimento médico e passando por avaliações. A operadora afirmou que a Equipe de Gestão de Incidentes e as Equipes de Resgate da Mina responderam imediatamente e localizaram todos os trabalhadores que estavam no subsolo naquele momento, e que a situação ainda estava sendo avaliada.
Perfil da mina, produção e propriedade
O depósito de Oyu Tolgoi, localizado na província de Umnugovi, no Gobi do Sul da Mongólia, é um dos maiores depósitos conhecidos de cobre e ouro do mundo, segundo o perfil da operação publicado pela Rio Tinto. A mineração a céu aberto começou em 2011, e a usina de beneficiamento de cobre — descrita pela Rio Tinto como o maior complexo industrial já construído na Mongólia — começou a processar o minério extraído em 2013. A produção sustentável da mina subterrânea teve início em março de 2023. O complexo utiliza o método de abatimento por blocos, no qual se cria um vazio sob o corpo de minério, fazendo com que ele desmorone gradualmente sob o próprio peso e passe por funis na rocha conhecidos como pontos de extração, antes de ser transportado para britagem e levado à superfície. Segundo a Rio Tinto, a mina subterrânea terá aproximadamente 200 quilômetros de túneis e cinco poços, sendo que o mais profundo chegará a 1,3 quilômetro. O minério será levado à superfície por um poço ou por uma correia transportadora de 13,2 quilômetros. No pico da produção, as minas subterrânea e a céu aberto têm como meta produzir, em média, cerca de 500.000 toneladas de cobre por ano, em metal recuperável, entre 2028 e 2036. A Rio Tinto espera que Oyu Tolgoi seja a quarta maior mina de cobre do mundo até 2030.
A Oyu Tolgoi LLC pertence 66% à Rio Tinto e 34% ao Governo da Mongólia, por meio da Erdenes Oyu Tolgoi. A Rio Tinto administra a operação em nome dos proprietários. A operação emprega cerca de 17.000 pessoas, das quais 97,8% são mongóis, e a Rio Tinto descreve Oyu Tolgoi como o maior investimento estrangeiro direto já realizado na Mongólia.
A Oyu Tolgoi LLC informou, em seus resultados operacionais do terceiro trimestre de 2026, uma produção de 113,5 mil toneladas de cobre e 123,6 mil onças de ouro em concentrado. A produção de cobre ficou 10% acima do planejado, impulsionada pelo aumento da produção da mina subterrânea e pelo forte desempenho na recuperação de metais da usina de beneficiamento. O Painel 0 manteve uma produção estável durante o trimestre, enquanto avançavam as atividades de preparação e desenvolvimento da mineração no Painel 2 Norte. A operadora informou uma taxa de frequência de lesões de 0,27 por 200.000 horas trabalhadas no trimestre, atingindo sua meta anual de desempenho. Também informou ter pago US$ 202 milhões em impostos, taxas e outros pagamentos no trimestre e gasto US$ 389,5 milhões em compras e fornecedores nacionais. A empresa afirmou ainda que, desde 2010, pagou US$ 6,6 bilhões em impostos, taxas e outros pagamentos. Esse total inclui o IVA pago a fornecedores mongóis e um pagamento de impostos contestado de US$ 880 milhões, pendente de decisão em uma arbitragem internacional.
A Rio Tinto informou em 14 de outubro de 2026 que a produção de cobre de Oyu Tolgoi aumentou 27% em relação ao mesmo período do ano anterior no terceiro trimestre e 29% no acumulado do ano. O diretor-presidente Simon Trott afirmou que a operação produziu no trimestre a uma taxa anualizada de aproximadamente 450 kt. A produção consolidada de cobre da Rio Tinto foi de 205 kt no terceiro trimestre e 646 kt nos primeiros nove meses de 2026. A projeção para a produção de cobre no ano inteiro, de 800 a 870 kt, permaneceu inalterada.
No início de 2026, a Rio Tinto e o Governo da Mongólia chegaram a um acordo em 30 de junho de 2026 para ajustar a taxa de juros do empréstimo concedido pelos acionistas ao projeto Oyu Tolgoi. Na ocasião, Katie Jackson, diretora-executiva de Cobre da Rio Tinto, afirmou que o acordo, juntamente com o acordo de princípio sobre as taxas de administração firmado em maio, demonstrava o compromisso contínuo da Rio Tinto com o sucesso de longo prazo de Oyu Tolgoi e com sua parceria com o Governo da Mongólia. Em 11 de setembro de 2026, os diretores-executivos da Erdenes Oyu Tolgoi e da Oyu Tolgoi assinaram um acordo que altera o Acordo de Acionistas de Oyu Tolgoi de 2011 para reduzir as taxas de juros dos empréstimos concedidos pelos acionistas e as taxas de administração. Segundo o painel de indicadores da Oyu Tolgoi LLC, as taxas de juros dos empréstimos serão renegociadas e revistas a cada três anos, em vez de a cada sete. Os acionistas também concordaram que a Oyu Tolgoi distribuirá dividendos a partir de 2027, e foi criado um grupo de trabalho para definir os termos e as condições dessa distribuição.












