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FTX Compensa Usuários da Plataforma Após Onda de Ataques de Phishing

Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, anunciou no Twitter que haverá uma compensação de $6 million para usuários que tiveram sua criptomoeda roubada por meio de recentes ataques de phishing. Sam também deixou claro que a compensação é apenas para contas da FTX e será um acordo “one-time”, não se repetindo em um futuro incidente semelhante.
2022, o Ano dos Hacks
Usuários da FTX foram recentemente alvejados por atacantes. Os hackers obtiveram acesso às criptomoedas dos usuários ao obter as chaves API da 3Commas e realizar negociações não autorizadas. Sam Bankman-Fried recorreu ao Twitter para anunciar o plano de compensação. Sam, em seu tweet, também propôs um acordo “5-5 standard” no qual sugeriu que os hackers de criptomoedas poderiam ficar com $5 million ou 5% do total de ativos roubados. O CEO da FTX instou os hackers a devolverem aproximadamente $5.7 million, que correspondem a cerca de 95% do total de ativos roubados, dentro de vinte‑quatro horas para um endereço de carteira listado; o CEO prometeu absolver os hackers se eles cumprissem.
3Commas em um declaração divulgada negou que a violação tenha se originado de um vazamento de chaves API em um de seus sistemas. “Não houve violação nem dos sistemas de segurança de contas e criptografia de API da 3Commas, nem dos sistemas de segurança de contas e criptografia de API das nossas exchanges parceiras,” afirmou o relatório. A 3Commas apontou que a violação provavelmente está relacionada a um ataque de phishing ao qual os usuários foram vítimas.
Os hacks têm sido prevalentes no espaço de criptomoedas no último ano, e os hackers se tornaram mais sofisticados nos métodos e técnicas que utilizam para realizar ataques maliciosos. Houve incidentes de hacks em exchanges de criptomoedas, protocolos DeFi, pontes cross‑chain e drenagem de pools de liquidez, entre outros. Em alguns casos, bugs no código de contratos inteligentes foram explorados, dando aos atacantes acesso a milhões de dólares em criptomoedas. Apenas em 2022, alguns incidentes notáveis de hack incluem o hack da ponte Ronin da Axie Infinity, no qual o hacker roubou mais de $600 million em Ethereum e USDC, o ataque à ponte Wormhole que resultou em uma perda de $320 million em fevereiro, e os ataques recentes à ponte Binance e ao protocolo Mango, resultando em perdas de mais de $600 million e $100 million, respectivamente. Alguns desses hacks visam diretamente os usuários, que inadvertidamente entregam suas senhas, chaves privadas, frase‑semente e outras credenciais vitais aos hackers.
O que é Phishing e Como Identificar e Evitar um Ataque de Phishing
Phishing tem sido prevalente na Web2 e foi transferido da Web2 para a Web3. Phishing é uma forma de ataque de engenharia social onde um atacante, fingindo ser uma fonte legítima, engana o usuário a divulgar informações pessoais vitais. Os atacantes enviam e‑mails com aparência oficial e criam páginas de login e sites clonados para enganar usuários desavisados a realizar uma ação, como baixar software via um link ou inserir credenciais em um site falsificado. Esses sites falsos frequentemente têm um nome de domínio semelhante ao dos sites originais. Os phishers utilizam esses métodos e técnicas para ganhar a confiança da vítima e fazer com que ela abaixe a guarda.
Os phishers às vezes utilizam redes sociais para coletar informações pessoais básicas de sua vítima. Com essas informações pessoais, um phisher pode então planejar como orquestrar um ataque de phishing contra a vítima.
Tipos de Ataques de Phishing
Os ataques de phishing tornaram‑se variados e sofisticados ao longo dos anos, com cada tipo de ataque tendo um nome específico. Aqui estão alguns dos tipos mais comuns de ataques de phishing.
- Phishing por E‑mail: Este é o tipo mais comum de phishing. O tom dos e‑mails de phishing geralmente envolve uma ameaça ou um senso de urgência para fazer o usuário seguir rapidamente as instruções no e‑mail sem verificar a fonte. Os e‑mails de phishing contêm principalmente links para uma página de login falsa ou links para um site de malware.
- Spear Phishing: Este também é um ataque de phishing realizado por meio do envio de e‑mails de phishing, porém, no caso de spear phishing, o atacante já possui informações preliminares como nome, cargo ou função da vítima.
- Angler Phishing: Um ataque de angler phishing ocorre quando um atacante usa contas falsas de redes sociais para imitar a conta de um indivíduo ou organização bem conhecida. Isso é comum no crypto Twitter; “verified” contas falsas postam links para airdrops falsos, sorteios e “crypto‑doubling” schemes. Os phishers também estão sempre ativos nas redes sociais com perfis falsos de suporte ao cliente: eles rapidamente entram em contato com clientes que pedem ajuda publicamente e enganam a vítima a divulgar informações sensíveis.
- Whaling: Este é um ataque de phishing direcionado à alta administração de uma organização. Neste tipo de ataque, os atacantes enviam eletronicamente ofertas ou propostas altamente personalizadas e bem estruturadas à alta administração da organização: os documentos conteriam links maliciosos. Se um membro da alta administração da organização for vítima, isso pode levar ao comprometimento dos dados confidenciais da organização.
Ataques de Phishing Específicos da Web3
Como a mais recente iteração da Internet, a Web3 não escapou dos ataques de phishing. Phishers infiltraram comunidades Web3, incluindo grupos no Telegram e Discord de projetos cripto e “crypto Twitter”. Airdrops fraudulentos se tornaram comuns. Um ataque típico de phishing Web3 começa com o atacante postando e “shilling” um airdrop fraudulento ou qualquer outra promoção. Esses phishers operam como uma organização criminosa estruturada; eles usam várias contas para curtir, compartilhar e comentar na postagem do airdrop fraudulento para dar credibilidade ao airdrop e atrair vítimas ao site de phishing. Quando a vítima visita o site, que geralmente é uma cópia de um projeto legítimo, o site de phishing solicita que o usuário insira sua chave privada ou frase‑semente. O phisher obtém as credenciais e a carteira da vítima é drenada.
Outro ataque de phishing comum na Web3 e no espaço de criptomoedas adiciona um link de malware a um e‑mail ou mensagem direta (DM). O usuário desavisado clica no link e o malware é instalado “silenciosamente” no dispositivo do usuário. O malware monitora constantemente a área de transferência do dispositivo; quando o usuário tenta enviar cripto e copia e cola o endereço da carteira do destinatário, o malware altera o endereço da carteira para um endereço controlado pelo atacante, e a criptomoeda enviada é então encaminhada inconscientemente para a carteira do atacante.
Como Identificar e Evitar Phishing
E‑mails de phishing sempre contêm algum tipo de urgência. Por exemplo, um e‑mail que direciona o usuário a atualizar sua carteira cripto, caso contrário o acesso à carteira será negado até a meia‑noite. Este é um exemplo clássico de pressionar a vítima a agir rapidamente antes que perceba que está sendo alvo de phishing.
Erros gramaticais são muito comuns na maioria das mensagens de phishing. O tom de um e‑mail ou DM – por exemplo, ser excessivamente amigável em uma suposta conversa formal – também pode ser um sinal revelador de phishing.
Inconsistências nos URLs da web são uma das principais características de sites de phishing. Em sites de phishing que imitam um site legítimo, os URLs costumam ser hifenizados. Por exemplo, o domínio “metamask.io” se tornaria “meta-mask.io”. Em alguns casos, as letras “i” e “l” são substituídas pelo número “1”. Um exemplo seria “binance.com” alterado para “b1nance.com”. Essas mudanças sutis nos nomes dos URLs podem passar despercebidas pela vítima.
Existem medidas simples a seguir para não se tornar vítima de um ataque de phishing. Elas incluem: verificar duas vezes os URLs dos sites visitados antes de realizar qualquer atividade no site, ficar atento a sinais sutis como o tom da comunicação ao receber um e‑mail ou DM de fontes desconhecidas, e nunca divulgar informações como senhas, chaves privadas ou frases‑semente a ninguém – nem mesmo ao pessoal de suporte ao cliente da suposta plataforma, além de instalar ferramentas de segurança necessárias, como a Autenticação de Dois Fatores (2FA), em todos os aplicativos e carteiras compatíveis.












