Investimento 101
Títulos de dívida e ações: qual é a diferença?
Investir pode contribuir para formar patrimônio, mas envolve risco de perda. Títulos de dívida e ações são duas aplicações comuns, com direitos, pagamentos e riscos diferentes.
A seguir, comparamos suas principais características e os possíveis papéis em uma carteira diversificada.
Entendendo os títulos de dívida
Um título de dívida representa uma obrigação de pagamento. Alguns têm riscos relativamente limitados, mas não equivalem a um depósito coberto por garantia.
O que são títulos de dívida?
Ao comprar um título de dívida, você se torna credor de uma empresa ou governo. O contrato define os juros e o pagamento, normalmente do valor nominal no vencimento. Esse valor pode diferir do preço de compra. O recebimento depende da capacidade do emissor de cumprir as obrigações. Nem todo título paga juros periódicos.
Risco e retorno dos títulos de dívida
Títulos de dívida podem perder bastante valor. Os principais riscos são os de juros, crédito, inflação e liquidez. A alta dos juros de mercado tende a reduzir o preço dos títulos existentes de cupom fixo. Risco e retorno variam entre emissões: títulos de dívida não são sempre mais seguros ou menos rentáveis que ações.
Entendendo as ações
Uma ação oferece uma posição diferente: você é sócio, e não credor.
O que são Ações?
Ações representam participação na propriedade de uma empresa. O retorno pode vir de valorização e eventuais dividendos, mas perdas também são possíveis. Em uma falência, acionistas normalmente recebem depois dos credores. O valor investido pode ser perdido integralmente.
Risco e Retorno em Ações
Ações têm riscos de mercado, da empresa e do setor. O desempenho histórico dos mercados não garante lucro em uma ação ou período específico. Mesmo uma aplicação de longo prazo pode gerar prejuízo.
Títulos de dívida e ações: uma comparação
É necessário avaliar o instrumento concreto e suas condições, não apenas a categoria à qual pertence.
Renda e crescimento do valor
Títulos de dívida podem oferecer pagamentos contratuais; ações oferecem propriedade e participação na variação do valor da empresa. A combinação depende de objetivos, prazo, necessidade de liquidez e capacidade de suportar perdas. Títulos de alto rendimento ou prazo longo não são automaticamente aplicações defensivas.
Dividendos e Juros
Nas ações, o retorno possível inclui variação de preço e dividendos, que podem ser reduzidos ou suspensos. Títulos de dívida podem ter cupom fixo ou variável; títulos de cupom zero não pagam juros periódicos. A venda de um título também pode gerar ganho ou perda de capital.
Uma perspectiva de longo prazo
Reflexões de investidores experientes podem ajudar quando consideradas em seu contexto, sem tratá-las como garantias de resultado.
Warren Buffett e a participação de longo prazo
Na carta aos acionistas referente a 1996, Warren Buffett explica que os resultados da empresa ganham importância para o acionista de longo prazo em relação às diferenças temporárias entre preço de mercado e valor intrínseco.
O princípio é observar o negócio e o horizonte da aplicação, não prometer que a paciência torna qualquer investimento lucrativo.
Uma estratégia de longo prazo ainda exige análise de qualidade, preço e risco. Manter uma ação ruim ou comprada por um preço excessivo não é automaticamente uma boa decisão.
Entendendo o Contexto
A comparação é entre o risco do proprietário e o direito contratual do credor. Ações não oferecem retorno futuro fixo; títulos de dívida têm pagamentos previstos, mas permanecem sujeitos à inadimplência e à variação de preço. Os objetivos pessoais orientam a combinação.
Escolha um Corretor de Ações
Verifique autorizações, custos, produtos e regras do seu país de residência. Os guias abaixo tratam de diferentes jurisdições; disponibilidade e condições podem mudar.
- Corretoras de Ações da Austrália
- Corretoras de Ações do Canadá
- Corretoras da Nova Zelândia
- Corretoras de Ações de Singapura
- Corretoras de Ações da África do Sul
- Corretoras de Ações do Reino Unido
- Corretoras de Ações dos EUA
Combinando títulos de dívida e ações
Uma carteira pode incluir as duas categorias. A proporção deve considerar tolerância ao risco e capacidade financeira de suportar perdas, prazo e necessidades de dinheiro no curto prazo.
Diversificação pode reduzir alguns riscos, mas não impede todas as perdas. Títulos de dívida e ações podem cair ao mesmo tempo. Avalie também os investimentos específicos e os custos.












