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Encargos com desinvestimentos da Alamo Group reduzem o lucro do terceiro trimestre a US$ 2 milhões

A Alamo Group divulgou os resultados do terceiro trimestre em 2 de novembro de 2026, com lucro líquido de US$ 2,0 milhões, ou US$ 0,17 por ação diluída, abaixo dos US$ 25,4 milhões, ou US$ 2,10, registrados um ano antes. As vendas líquidas caíram 4,0%, para US$ 403,1 milhões, enquanto encargos líquidos antes dos impostos de US$ 33,3 milhões, relacionados à venda e ao encerramento de empresas e linhas de produtos, provocaram uma queda muito mais acentuada no lucro.
Os encargos ocorreram quando a Alamo concluiu em grande parte iniciativas de otimização do portfólio destinadas a melhorar seu perfil de margem de longo prazo, sobretudo na área de Gestão de Vegetação. As medidas incluíram a venda e o encerramento de operações envolvendo Dixie Chopper e Boxer, anunciados anteriormente, e resultaram em ajustes de avaliação de estoques, perdas por redução ao valor recuperável de ativos intangíveis e outros ativos de longa duração, além de outros custos de encerramento. Os valores foram registrados em vendas, custo das vendas, despesas operacionais e outras receitas e despesas; os efeitos fiscais específicos relacionados também elevaram temporariamente a alíquota efetiva de impostos.
O lucro bruto divulgado caiu de US$ 101,7 milhões para US$ 76,1 milhões. O lucro bruto ajustado, que exclui itens de reestruturação e desinvestimento que a administração considera não representativos do desempenho subjacente, foi de US$ 99,8 milhões, ou 24,7% das vendas líquidas, em comparação com US$ 102,2 milhões, ou 24,3%. O lucro líquido ajustado, que aplica exclusões semelhantes após os impostos, foi de US$ 24,9 milhões, ou US$ 2,06 por ação diluída, ante US$ 28,2 milhões, ou US$ 2,34. A diferença entre o lucro divulgado e o ajustado reflete os desinvestimentos e outros itens excluídos; mesmo na base ajustada, o lucro diminuiu.
Duas divisões apresentam tendências distintas de margem
As vendas de Equipamentos Industriais caíram 5,8%, de US$ 247,0 milhões para US$ 232,8 milhões. O EBITDA ajustado da divisão, uma medida da empresa baseada no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e que exclui itens específicos, recuou de US$ 38,2 milhões, ou 15,5% das vendas, para US$ 31,1 milhões, ou 13,4%. A Alamo afirmou que a demanda mais fraca nos mercados finais e o momento dos pedidos no início do ano foram apenas parcialmente compensados pela aquisição da Petersen. Como resultado, as vendas excluindo essa aquisição caíram aproximadamente 12,6%. A empresa atribuiu a redução da margem à inflação dos custos de materiais e frete e ao efeito da queda das vendas sobre os custos fixos.
O diretor-presidente Robert Hureau afirmou que as medidas de precificação buscaram compensar esses custos mais altos, mas ficaram defasadas em relação à inflação durante o trimestre. Ao mesmo tempo, a entrada de pedidos ganhou força, especialmente para caminhões de vácuo e varredeiras.
Na área de Gestão de Vegetação, a rentabilidade seguiu na direção oposta. As vendas recuaram 1,5%, de US$ 173,1 milhões para US$ 170,4 milhões. A Alamo informou que as vendas cresceram 2,7% excluindo uma redução de US$ 7,3 milhões relacionada a desinvestimentos, principalmente graças ao aumento da produtividade na fabricação. O EBITDA ajustado subiu de US$ 16,8 milhões, ou 9,7% das vendas, para US$ 21,3 milhões, ou 12,5%, com a melhora do desempenho em várias empresas.
A carteira total de pedidos em 30 de setembro de 2026 era de US$ 521,3 milhões, abaixo dos US$ 618,3 milhões registrados um ano antes. Essa queda dá contexto aos comentários mais otimistas sobre os pedidos, embora a empresa tenha afirmado que a atividade de pedidos permaneceu sólida no terceiro trimestre e que os níveis atuais da carteira permitiam manter prazos de entrega adequados para os clientes.
Aquisição da Econ amplia a divisão de Equipamentos Industriais
Após o encerramento do trimestre, em 27 de outubro de 2026, a Alamo adquiriu 100% da Econ Engineering Group Limited por £ 120,0 milhões (US$ 158,7 milhões), além dos ajustes habituais de fechamento. A Econ é uma fabricante britânica de caminhões vocacionais para manutenção viária, e a aquisição amplia o portfólio de Equipamentos Industriais. A Alamo financiou a compra com empréstimos de sua linha de crédito rotativo.
Os dados do balanço patrimonial são anteriores à compra. Em 30 de setembro, o caixa e equivalentes de caixa somavam US$ 230,7 milhões, e a dívida total era de US$ 232,3 milhões, deixando a dívida líquida de caixa em aproximadamente US$ 1,7 milhão; havia US$ 363,6 milhões disponíveis para empréstimos na linha de crédito rotativo. A administração afirmou que a liquidez restante, somada aos fluxos de caixa operacionais, era suficiente para atender às necessidades operacionais e de capital previstas após a aquisição.
A Alamo gerou US$ 83,2 milhões em fluxo de caixa operacional nos primeiros nove meses de 2026 e investiu US$ 16,1 milhões em despesas de capital. Nos últimos doze meses, o fluxo de caixa operacional foi de US$ 158,3 milhões, equivalente a 204% do lucro líquido do mesmo período.
Os resultados deixam um desafio interligado para os próximos trimestres: a Gestão de Vegetação precisa sustentar os ganhos de margem ajustada após os desinvestimentos, enquanto Equipamentos Industriais precisa converter o aumento da entrada de pedidos em vendas à medida que os preços acompanham os custos. A Econ amplia o portfólio industrial, mas a compra financiada pela linha de crédito rotativo também torna a geração sustentada de caixa central para a próxima etapa da estratégia de portfólio da Alamo.












