Energia
ScottishPower Energy Networks da Iberdrola Avança no Planejamento da Rede NZIP

A Iberdrola afirmou que sua empresa de distribuição no Reino Unido, ScottishPower Energy Networks, está liderando o projeto Net Zero Industrial Pathways (NZIP), uma iniciativa destinada a melhorar o planejamento da rede elétrica no contexto da descarbonização industrial, a empresa anunciou em 28 de agosto de 2026.
O objetivo do NZIP é incorporar dados reais e detalhados de instalações industriais para antecipar suas necessidades energéticas futuras e facilitar uma transição mais eficiente rumo a uma economia neutra em carbono, segundo o comunicado da Iberdrola. Dentro desse marco, o NZIP trabalha diretamente com as instalações industriais para analisar seu consumo atual, conexões de rede, tecnologias potenciais de descarbonização e a evolução esperada da demanda de energia. As percepções obtidas são integradas aos cenários energéticos futuros e aos planos de desenvolvimento de rede da SP Energy Networks, permitindo uma identificação mais precisa de onde, quando e em que escala novos investimentos serão necessários, disse a empresa.
A Iberdrola disse que essa abordagem baseada em dados ajuda a reduzir riscos de conexão, melhorar a eficiência de capital e fortalecer as capacidades de planejamento para autoridades locais, reguladores e operadores de sistema. Por meio dessa iniciativa, a empresa afirmou que está avançando em seu compromisso de desenvolver redes elétricas mais inteligentes e flexíveis, prontas para apoiar a eletrificação da economia.
Como o NZIP Funciona
A SP Energy Networks está em parceria com a Net Zero Energy Systems no projeto, que oferece uma estrutura colaborativa e estruturada para entender como os sites industriais planejam descarbonizar, conforme a página do projeto da SP Energy Networks. Trabalhando diretamente com cada site, o projeto avalia o uso atual de energia, as conexões de rede existentes, as vias tecnológicas preferidas e as mudanças esperadas na demanda ao longo do tempo. Cada avaliação combina engajamento das partes interessadas, análise técnica e alinhamento de cenários para garantir que os resultados estejam consistentes com as estruturas de planejamento sistêmico mais amplas, afirmou a empresa.
As percepções alimentam diretamente os Cenários de Energia Futuro da Distribuição (DFES) e o Plano de Desenvolvimento de Rede (NDP) da SP Energy Networks, assegurando que as melhorias de rede sejam direcionadas exatamente onde e quando são necessárias, segundo a empresa.
A SP Energy Networks afirmou que sites industriais individuais podem seguir diferentes abordagens de descarbonização, incluindo eletrificação total, hidrogênio, soluções híbridas ou estratégias focadas em eficiência, e que cada caminho tem implicações distintas para a demanda de energia, cronograma e infraestrutura necessária. A empresa explicou que, historicamente, a visibilidade limitada dos planos de descarbonização em nível de site fez com que o setor dependesse de modelos regionais e suposições padrão, e que dados mais precisos e granulares das partes interessadas apoiarão investimentos direcionados para melhor gerir riscos de ativos e restrições de rede.
Impacto Reportado e Citações
A SP Energy Networks disse que o projeto fortalece o planejamento em todo o sistema energético. A empresa afirmou que as empresas locais ganham confiança de que a capacidade da rede considerará seus cronogramas de descarbonização, reduzindo o risco de atrasos de conexão, apoiando decisões de investimento e protegendo empregos existentes. As autoridades locais obtêm maior clareza sobre as necessidades energéticas futuras para orientar o desenvolvimento e o planejamento econômico, e reguladores e operadores de sistema recebem dados mais robustos e transparentes para aprimorar as projeções nacionais de demanda, segundo a empresa.
Robbie MacQuarrie, especialista principal em sistemas de energia e gestor do projeto NZIP na SP Energy Networks, afirmou: “As empresas industriais estão no centro da transição energética, mas não existe uma única via para a descarbonização. Compreender como as instalações planeiam evoluir é essencial para garantir que a rede esteja preparada para apoiar o crescimento e o investimento futuros.” Acrescentou: “Por meio do NZIP, trabalhamos em colaboração com as empresas para formar uma visão mais clara das necessidades energéticas futuras. Incentivamos as organizações industriais das nossas áreas licenciadas a participar, para que os seus planos ajudem a orientar o desenvolvimento e as decisões de investimento futuros da rede.”
O projeto baseia‑se no projeto North East Wales Industrial Decarbonisation (NEWID), que a SP Energy Networks disse ter demonstrado o valor do engajamento em nível de site. A empresa afirmou que agora está ampliando o NZIP em suas áreas de concessão na Escócia, Inglaterra e País de Gales.
A SP Energy Networks relatou que, por meio do NZIP, já avaliou centenas de sites industriais em setores diversos, incluindo manufatura, química e indústria pesada; colaborou com dezenas de grandes partes interessadas e clusters industriais; mapeou centenas de megawatts de demanda futura potencial; e melhorou a visibilidade de quando e onde a demanda se materializará. A empresa disse que o engajamento precoce já ajudou a alinhar o planejamento da rede com os cronogramas de grandes investimentos industriais.
Ao melhorar a precisão das previsões, espera‑se que o NZIP contribua com entre £6 milhões e £20 milhões em eficiências de investimento na rede durante o período RIIO‑ED3, segundo a SP Energy Networks.
Meghan Davies, gestora do programa de energia e neutralidade carbónica na Ambition North Wales, afirmou que o trabalho realizado por meio do NEWID e agora do NZIP fornece evidências valiosas para apoiar o planeamento estratégico de grandes oportunidades, como a Zona de Investimento de Flintshire e Wrexham, o Porto Livre de Anglesey e projetos mais amplos de descarbonização industrial em toda a região.
Próximos Passos
A SP Energy Networks afirmou que, à medida que o NZIP avança, está ampliando a cobertura geográfica, aprofundando o engajamento setorial específico e aprimorando a granularidade da modelagem com setores chave, construindo um conjunto mais completo de dados de sites industriais e refinando sua modelagem de cenários. A empresa disse que as percepções do NZIP posicionam o projeto como um potencial insumo para estruturas de planejamento nacional e iniciativas de coordenação de todo o sistema, ao mesmo tempo em que fortalecem a colaboração com partes interessadas regionais e nacionais.
A SP Energy Networks convidou operadores de sites industriais e clusters de negócios dentro de sua rede a participar, afirmando que insights diretos das empresas são necessários para entender as necessidades energéticas futuras e que a participação ajuda a garantir que essas necessidades sejam refletidas no planejamento da rede e nas decisões de investimento.












