Ativos digitais

EOS, Cosmos e BitDAO anunciaram planos de apoio a desenvolvedores Web3 em março de 2023

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No início de 2023, o então diretor da EOS Network Foundation, Yves La Rose, elogiou a comunidade por resistir às dificuldades de 2022. Ele apresentou 2023 como um ano de recuperação. Em março, o lançamento da EOS EVM estava previsto para 14 de abril. La Rose destacou medições do projeto de cerca de 800 swaps por segundo e comparações de três vezes o desempenho de Solana e BNB Chain e 25 vezes o de Avalanche. Eram comparações divulgadas pelo projeto, não uma medida universal do desempenho dessas redes.

EOS Network intensifica esforços de desenvolvimento de blockchain

Antes do lançamento previsto, a EOS Network Ventures anunciou em março de 2023 um compromisso de investir US$ 20 milhões em projetos de EOS EVM e GameFi. A iniciativa ENV havia sido estruturada em 2022 com um fundo anunciado de aproximadamente US$ 100 milhões. La Rose explicou em uma série de tweets que os recursos seriam destinados a essas áreas. O compromisso não significava que todo o capital já tivesse sido desembolsado.

Compatibilidade com EVM e concorrência por desenvolvedores

O lançamento da EOS EVM estava marcado para 14 de abril de 2023. A EVM funcionaria como um contrato inteligente na EOS, e não como uma atualização do consenso de toda a rede. A combinação da infraestrutura EOS com as ferramentas conhecidas da Ethereum deveria facilitar o trabalho de desenvolvedores Solidity. A fundação considerava importante acessar esse ambiente de desenvolvimento ativo.

A EOS disputava desenvolvedores com outras redes bem financiadas. Também enfrentava críticas sobre quanto a oferta de tokens de aproximadamente US$ 4 bilhões realizada pela Block.one em 2017–2018 havia contribuído para o ecossistema. A Block.one arrecadou o dinheiro, não a EOS Network Foundation criada posteriormente. O anúncio da ENV ocorreu cerca de um mês após o panorama de financiamento da Interchain Foundation.

Para saber mais sobre a EOS, confira nosso guia Investindo em EOS.

Interchain Foundation estimava despesas de US$ 40 milhões em 2023

Em um artigo publicado em 20 de fevereiro de 2023, a Interchain Foundation estimou despesas totais próximas de US$ 40 milhões para infraestrutura e adoção da Interchain. Os contratos ainda estavam sendo finalizados e o panorama também incluía alguns contratos de 2022. Além das tecnologias centrais, o apoio abrangeria Cosmos Developer Portal, Interchain Builders Program, Interchain Developer Academy, Interchain NFTs e integração do IBC com tecnologias como Polkadot e Hyperledger.

A fundação também pretendia apoiar CosmWasm e Ethermint, utilizados em contratos inteligentes e redes compatíveis com EVM. Planejava reabrir o Small Grants Program em 2023 após a suspensão em 2022 devido ao acúmulo de solicitações. O ATOM Delegations Program era outra forma de apoio. O Builders Program oferecia orientação e assistência sem financiamento direto.

A ICF apoia a Interchain Stack, incluindo softwares como Cosmos SDK, Tendermint Core e CometBFT, além do desenvolvimento do Cosmos Hub. Nem todos esses componentes são blockchains independentes. Em 15 de março de 2023, o Cosmos Hub realizou uma atualização para v9-Lambda, aprovada por votação da comunidade. Ela ativou o código de segurança replicada, ou RS.

Atualização v9-Lambda para integrar segurança replicada

RS foi a primeira versão de Interchain Security no Cosmos Hub. O modelo permite que redes consumidoras aprovadas utilizem o conjunto de validadores do Hub e sua segurança econômica. Os validadores podem validar várias redes com o mesmo stake de ATOM. Em troca, as redes consumidoras compartilham parte das taxas ou de outras receitas em tokens com validadores e delegadores. A atualização de março habilitou o recurso; as primeiras redes consumidoras ainda precisavam entrar em operação.

Compartilhar validadores pode tornar um ataque econômico ao consenso de uma rede consumidora tão caro quanto um ataque equivalente ao Hub. Isso não exige literalmente assumir toda a rede e não elimina todos os riscos de software ou operação. A divisão de taxas depende dos acordos e da governança; 25% era um nível mencionado, não um limite máximo universal. As redes também poderiam compartilhar emissão de tokens ou receitas de aplicações. A proposta era permitir que os projetos se concentrassem em seus usos e economias enquanto os validadores do Hub forneciam segurança de consenso compartilhada.

Para saber mais sobre a Cosmos, confira nosso guia Investindo em Cosmos.

Equipe Mantle propunha um EcoFund com capital combinado de US$ 200 milhões

A equipe de desenvolvimento da Mantle e a Mirana Ventures propuseram um fundo para projetos na Mantle, uma rede modular de segunda camada da Ethereum. Mantle Core designa a equipe, não uma blockchain distinta. Em março de 2023, o EcoFund ainda era uma proposta. O foco era apoiar projetos Web3 iniciais, sobretudo em pre-seed e seed, com possibilidade de aportes posteriores. Para alcançar US$ 200 milhões de capital combinado, parceiros estratégicos de venture capital deveriam coinvestir na proporção de 1:1 com o fundo.

Estratégia de coinvestimento com parceiros

A proposta previa US$ 100 milhões em USDC da BitDAO, começando com uma chamada de US$ 10 milhões de seu tesouro. Os US$ 90 milhões restantes seriam solicitados em três chamadas iguais de US$ 30 milhões, sujeitas a verificações e aprovação. A BitDAO não sofreria penalidades por recusar chamadas posteriores. Os parceiros estratégicos forneceriam outros US$ 100 milhões por meio de coinvestimentos correspondentes. Eles poderiam ser fundos de venture capital qualificados e fundadores experientes. Folius Ventures, QCP Capital, Selini Capital, Pantera, Play Ventures, Dragonfly Capital, Spartan, Lemniscap e Cadenza Ventures haviam manifestado interesse. O objetivo era combinar capital, experiência setorial, contatos e apoio a projetos com modelos de negócios sustentáveis.

Modelo e abordagem do fundo

A Mirana Ventures participaria da operação do fundo. A proposta descrevia um período de investimento de três anos, prorrogável por mais dois, e um comitê consultivo com representantes da liderança da Mantle, da BitDAO e da Bybit. O comitê acompanharia os investimentos e os indicadores de desempenho.

As metas eram apoiar mais de 100 projetos na Mantle em três anos e obter um retorno superior a 1,5 vez o capital investido. Eram objetivos, não resultados garantidos. Uma taxa de administração proposta de 2% cobriria prospecção, diligência, trabalho jurídico, apoio ao portfólio e administração. A proposta também previa compartilhar 20% dos retornos dos investimentos com os parceiros estratégicos depois da devolução do capital inicial à BitDAO, para alinhar seus interesses econômicos.

Para saber mais, consulte nosso guia histórico Investindo em BitDAO.

Sam é um especialista em conteúdo financeiro com um grande interesse no espaço de blockchain. Ele trabalhou com várias empresas e veículos de mídia nos campos de Finanças e Cibersegurança.