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Dólar mantém força no mercado cambial apesar das negociações de paz (2022)

- Dólar mantém força antes de declarações dos bancos centrais
- Negociações de paz não dão apoio duradouro ao euro e à libra
- Volatilidade persiste no mercado de ações
Na terça-feira, 1 de março de 2022, o dólar mantinha a sua força no mercado cambial. Uma breve queda no início da semana tinha dado espaço à valorização de outras moedas, mas o movimento não se sustentou. Esperava-se a continuidade das negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia. Estavam previstas declarações do Banco Central Europeu (BCE) naquele dia, com potencial para movimentar o euro, enquanto os mercados aguardavam as declarações do presidente da Fed, Jerome Powell, na quarta-feira. Em Wall Street, a volatilidade persistia em meio à divulgação de resultados empresariais.
Dólar continua forte apesar das negociações de paz
Na segunda-feira, o dólar tinha registado uma breve desvalorização, enquanto delegações dos dois lados realizavam negociações de paz. Ainda não havia acordo, mas esperava-se uma segunda ronda de conversações. No período descrito pelo relatório, a fraqueza do dólar foi passageira.
O dólar continuava a ser procurado por muitos participantes como ativo de refúgio, a par de metais preciosos como o ouro. Durante a sessão europeia, o índice do dólar voltou ao nível de 97,00 pontos e o euro perdeu os ganhos anteriores. Também estavam previstos para mais tarde os índices de gestores de compras da indústria transformadora dos EUA, conhecidos como PMI. O efeito desses dados sobre o mercado ainda era incerto.
Euro e libra têm dificuldade em recuperar
Era um período difícil para o euro e para a libra. Ambas as moedas enfrentavam dificuldades para ganhar impulso, sobretudo após a invasão russa da Ucrânia. Mesmo antes disso, os operadores cambiais já destacavam a pressão exercida pela expectativa de aumentos das taxas de juro da Fed.
Apesar de alguns sinais positivos, o euro caiu abaixo de 1,12 dólar no dia descrito. Os dados de inflação da Alemanha, a maior economia da zona euro, poderiam ser importantes para o movimento seguinte. Também estava prevista uma intervenção da presidente do BCE, Christine Lagarde. A libra, por sua vez, permanecia perto de 1,34 dólar.
Wall Street prepara-se para novas oscilações
As ações estavam sob pressão no início de março. Segundo o relatório, os futuros do Dow Jones recuavam cerca de 200 pontos antes da abertura do mercado à vista. A volatilidade persistia, apesar de algum otimismo nos dias anteriores. A incerteza quanto ao avanço das negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia contribuía para as oscilações. Alguns analistas acreditavam que a maior parte da pressão vendedora já tinha ficado para trás; tratava-se de uma avaliação, não de um resultado garantido.
A divulgação de resultados continuava. O relatório indicava que a Target tinha superado as estimativas de lucro por ação e que as suas ações subiam quase 10% nas negociações anteriores à abertura. Isso ajudava a dar apoio ao mercado em meio à turbulência. Esperava-se que os PMI da indústria transformadora e outros resultados empresariais divulgados antes e depois da sessão também influenciassem as cotações ao longo do dia. Estas observações referem-se às condições de mercado de março de 2022.












