Títulos Digitais
A SEC emite diretrizes de custódia de criptomoedas para títulos tokenizados.
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Esta semana, a Comissão de Valores Mobiliários divulgou um comunicado da equipe Projetada para adicionar transparência à custódia de ativos digitais, a declaração emitida pela Divisão de Negociação e Mercados da SEC descreve como as corretoras podem tratar determinados títulos on-chain — como ações e títulos tokenizados — dentro das estruturas de custódia existentes, conforme a Regra 15c3-3.
É importante ressaltar que a equipe da SEC deixa claro que esta não é uma norma da Comissão. A declaração observa que ela “não tem força ou efeito legal” e “não cria novas obrigações ou obrigações adicionais” para os participantes do mercado, mas oferece uma visão mais clara de como a equipe vê as práticas de custódia desses ativos.
Esta orientação surge na sequência de comentários da Comissária da SEC, Hester Peirce, que saudou a maior clareza e instou a agência a avançar rapidamente em direção a soluções de longo prazo. Nas suas palavras, a declaração da equipa técnica “fornece clareza sobre o posicionamento da Divisão às corretoras que pretendem prestar serviços de custódia aos seus clientes”.
A equipe de Negociação e Mercados da SEC divulgou uma declaração provisória explicando como as corretoras podem custodiar "títulos de criptoativos" (incluindo ações e títulos tokenizados) de acordo com a Regra 15c3-3, com forte ênfase na proteção de chaves privadas, controles de transferência e acessibilidade do investidor durante interrupções.
Por que as diretrizes da SEC sobre custódia de criptomoedas são importantes
Esta orientação representa um marco importante para o crescente setor de tokenização de ativos do mundo real (RWA). Ela oferece expectativas mais claras sobre como os intermediários de mercado podem usar estratégias de tokenização e ativos tokenizados sem infringir as normas — especialmente em relação à custódia, gestão de chaves e controles de transferência.

Fonte: SEC.gov
A orientação aplica-se especificamente a “títulos de criptoativos” — em termos simples, criptoativos que são títulos mobiliários. A declaração da Trading and Markets define-os como incluindo “versões tokenizadas de um título de renda variável ou renda fixa”. Em outras palavras, são representações on-chain de títulos mobiliários tradicionais (como ações ou títulos de dívida), e não criptoativos que não são títulos mobiliários.
Por que a SEC chama esta orientação sobre custódia de criptomoedas de "provisória"?
A equipe da SEC enquadra a declaração como uma medida provisória. Especificamente, a Divisão de Negociação e Mercados explica que está respondendo a solicitações de participantes do mercado enquanto a Comissão continua a analisar questões mais amplas de custódia e a revisar o feedback recebido.
Para os leitores, isso é importante: o texto deve ser entendido como um guia orientador para corretoras e plataformas de tokenização — e não como a palavra final sobre como as regras de custódia e transferência irão evoluir.
Requisitos para corretoras de valores mobiliários
As diretrizes para corretoras são amplamente vistas como um roteiro prático para o setor. Logo no início da declaração, a equipe da SEC esclarece que elas se aplicam a corretoras que negociam títulos de criptoativos para clientes, incluindo empresas que também operam negócios tradicionais com títulos.
Fundamentalmente, trata os títulos tokenizados como títulos em primeiro lugar. Em vez de criar uma nova classe de ativos, a declaração ancora as expectativas de custódia na Regra de Proteção ao Cliente (Regra 15c3-3), concentrando-se em como a “posse física” pode ser satisfeita para títulos de criptoativos em circunstâncias específicas.
Requisitos de custódia
Em linhas gerais, a abordagem da equipe da SEC enfatiza: (1) a capacidade de uma corretora de acessar e transferir o ativo na tecnologia de registro distribuído relevante, (2) a diligência contínua na cadeia e sua governança e (3) a proteção robusta de chaves e a resiliência operacional.
Diferentemente da custódia tradicional de títulos, a custódia on-chain introduz uma realidade técnica: as chaves privadas são o mecanismo que permite o acesso e a transferência. Refletindo isso, a declaração enfatiza que as corretoras devem ter controles projetados para proteger contra roubo, perda ou uso não autorizado de chaves — e para garantir que nenhuma outra pessoa possa transferir o ativo sem a autorização da corretora.
Implicações práticas: Para modelos de custódia de corretoras, a orientação favorece fortemente uma estrutura em que a corretora mantenha a capacidade técnica de impedir transferências não autorizadas e manter as proteções de custódia de forma consistente com a intenção da Regra 15c3-3.
Deslize para rolar →
| Dimensão de custódia | Títulos tradicionais | Títulos tokenizados (na blockchain) | Por que isso importa |
|---|---|---|---|
| Mecanismo de controle primário | Controles de conta/depósito | Acesso por chave privada + capacidade de transferência | As chaves são o "portão de custódia" na blockchain. |
| Prevenção de transferência não autorizada | Encanamento intermediário e de mercado | Controles principais + autorização baseada em políticas | Alinha as transferências on-chain com as regras de valores mobiliários. |
| Due diligence operacional | foco na estabilidade do emissor/compensação | Saúde da cadeia, governança, atualizações, bifurcações | O comportamento da rede pode afetar a posse. |
| Planejamento de interrupção | Planos de continuidade de negócios | Forks, ataques de 51%, airdrops, falhas de funcionamento | Eventos on-chain podem alterar a transferibilidade. |
Explicação sobre “Posse Física” e Controle de Chaves Privadas
Os conceitos tradicionais de custódia de valores mobiliários não se aplicam perfeitamente a ativos baseados em blockchain, mas a equipe da SEC tenta preencher essa lacuna usando a cláusula de "posse física" da Regra 15c3-3(b)(1). Nas circunstâncias descritas, a Trading and Markets afirma que não se oporá a que uma corretora considere ter "posse física" de um criptoativo, desde que tome certas medidas.
Essas medidas incluem a manutenção de políticas e controles escritos, consistentes com as melhores práticas, para proteger as chaves privadas e garantir que nenhuma outra pessoa — incluindo o cliente — tenha acesso às chaves e a capacidade de transferir o ativo sem a autorização do corretor.
Acessibilidade
Outro foco crítico da orientação é a acessibilidade, especialmente em cenários de crise. A declaração da equipe enfatiza que as corretoras devem ter políticas, procedimentos e acordos por escrito que abordem interrupções e garantam a custódia e a acessibilidade contínuas, mesmo que a empresa seja encerrada ou liquidada.
Isso é importante para investidores institucionais: aproxima a custódia de títulos tokenizados das expectativas tradicionais em relação à continuidade, recuperabilidade e proteção do cliente, ao mesmo tempo que reconhece que os ativos de blockchain se comportam mais como sistemas de software em tempo real do que como registros contábeis estáticos.
Veterinária de Blockchains e Projetos
De acordo com a estrutura estabelecida pela equipe da SEC, espera-se que as corretoras realizem e documentem uma avaliação da tecnologia de registro distribuído e da rede associada. antes Comprometendo-se a manter a posse e, posteriormente, em intervalos razoáveis.
Essa avaliação inclui considerações de governança (como as atualizações de protocolo são determinadas e implementadas) e fatores de resiliência operacional. Na prática, isso transforma a "due diligence da blockchain" de um requisito desejável em um requisito operacional relevante para a conformidade de qualquer corretora que ofereça custódia de títulos tokenizados.
Impedir transferências não autorizadas
Um tema central nas diretrizes é que as transferências de títulos tokenizados devem continuar a estar em conformidade com as expectativas de transferência regulamentadas. A declaração enfatiza os controles das corretoras, concebidos para impedir o uso não autorizado ou acidental de chaves e para garantir que as transferências não possam ocorrer sem a autorização da corretora.
Em termos de estrutura de mercado, a conclusão é clara: os títulos tokenizados podem se tornar mais comuns, mas espera-se que as corretoras que os custodiam mantenham uma estrutura de aprovação de transferência análoga aos processos tradicionais de títulos — mesmo que a infraestrutura subjacente seja baseada em blockchain.
Ordens judiciais e restrições de transferência
A declaração da equipe também aborda cenários que envolvem ordens judiciais, incluindo a necessidade de apoiar medidas relacionadas à “apreensão, congelamento, destruição ou prevenção de transferência” de títulos de criptoativos quando necessário.
Embora seja um tema controverso entre alguns participantes nativos do mercado de criptomoedas, isso está em consonância com a forma como a custódia de valores mobiliários tem historicamente interagido com ordens judiciais e mandatos regulatórios — e indica que se espera que a infraestrutura de valores mobiliários tokenizados suporte mecanismos semelhantes de aplicação e restrição.
Onde a tecnologia criptográfica entra em conflito com as regras de custódia da SEC
Essa orientação é amplamente vista como um passo na direção certa, mas também destaca o atrito persistente entre ativos programáveis e estruturas de conformidade legadas.
A Comissária Hester Peirce argumentou repetidamente que a tokenização não deve ser tratada como uma brecha legal, mas também que as regras devem evoluir para refletir as realidades técnicas. Em sua declaração de 17 de dezembro de 2025, ela elogiou a clareza proporcionada e incentivou a Divisão a avançar rapidamente para a consideração, em nível de Comissão, de emendas à Regra 15c3-3 que abordem diretamente a custódia de criptomoedas.
Ainda existem questões em aberto, especialmente sobre como os títulos tokenizados interagem com criptoativos que não são títulos mobiliários em ambientes de negociação e se (ou como) certas formas de restrições de transferência on-chain em conformidade com a lei poderiam ser incorporadas na camada de protocolo ou contrato inteligente.
Por que as ações tokenizadas estão migrando para a blockchain?
Está cada vez mais claro que a tokenização está ganhando força porque pode reduzir a fricção operacional, melhorar a transparência e viabilizar novas formas de portabilidade e programabilidade de ativos. Como resultado, cresce a demanda pela integração de ativos tokenizados em estruturas de mercado tradicionais — sem sacrificar as principais proteções ao investidor.
A abordagem da equipe da SEC sugere uma disposição em acomodar títulos tokenizados dentro das regras existentes, desde que as corretoras implementem controles operacionais robustos, diligência na cadeia de valor e proteção de chaves privadas.
A Securitize leva a tokenização a um novo patamar.
Uma das empresas que está impulsionando o setor é Securitize, que anunciou planos para lançar uma plataforma de valores mobiliários tokenizados em conformidade com as normas no primeiro trimestre de 2026.
Diferentemente dos produtos tokenizados de "ações" anteriores, que ofereciam principalmente exposição sintética, a estrutura da Securitize permite que os tokens representem participações acionárias diretas, de acordo com as isenções e aprovações regulatórias existentes. Essa estrutura possibilita direitos de voto, dividendos e outros benefícios aos acionistas, marcando a transição do mercado de experimentos sintéticos para ações digitais genuínas.
Tokenização – a próxima fronteira
A tokenização de ativos do mundo real (RWA, na sigla em inglês) continua a crescer, com alguns exemplos. analistas A projeção indica que o mercado poderá expandir-se drasticamente até 2030. As diretrizes mais recentes da SEC sobre custódia estão alinhadas com essa tendência mais ampla, visto que mais participantes do mercado buscam tokenizar tudo, desde participações em fundos até ações.
Embora o cenário regulatório final ainda esteja em evolução, a trajetória é clara: os títulos tokenizados estão passando de projetos-piloto experimentais para uma infraestrutura mais padronizada — especialmente à medida que as expectativas de custódia, controles de transferência e resiliência operacional se tornam mais definidas.
Expectativas de custódia mais claras podem reduzir a incerteza regulatória para a infraestrutura de títulos tokenizados — apoiando a adoção institucional — ao mesmo tempo que reforçam a autorização de transferência controlada pela corretora e os principais requisitos de custódia.
Conclusão
A declaração da equipe de Negociação e Mercados da SEC esclarece como as corretoras podem custodiar títulos de criptoativos de uma forma que esteja alinhada com a intenção de proteção ao cliente da Regra 15c3-3. Ela sinaliza uma postura mais construtiva do que em períodos anteriores de incerteza regulatória, ao mesmo tempo que prioriza controles de custódia essenciais, autorização de transferência e planejamento de continuidade.
Agora, os participantes do mercado estarão atentos aos próximos passos: se a Comissão irá além das declarações da equipe e partirá para a elaboração de normas formais ou emendas que abordem mais diretamente a custódia de títulos tokenizados — e como essas normas poderão acomodar a natureza programável dos ativos on-chain sem prejudicar a proteção dos investidores.
O que você acha das diretrizes de custódia da SEC? Elas sufocam a inovação ou fornecem uma estrutura estável para o crescimento? Curta, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários. E não se esqueça de clicar em aqui. Para obter mais informações financeiras.












