Ativos digitais
Messari recebe US$ 12,5 milhões da The Graph Foundation para desenvolver subgraphs

Projetos de criptomoedas vinham criando fundos para apoiar iniciativas em áreas como a Web3. The Graph, um dos projetos de destaque nesse setor, anunciou uma concessão de US$ 12,5 milhões para apoiar o desenvolvimento realizado pela Messari.
O financiamento ampliaria os recursos da Messari para desenvolver ferramentas e dados abertos para o setor de criptomoedas e a Web3. A empresa vinha investindo em novas ofertas para avançar nessa missão.
Messari recebe US$ 12,5 milhões da The Graph Foundation
A plataforma de inteligência de criptomoedas Messari recebeu uma concessão de US$ 12,5 milhões da The Graph Foundation. Segundo a empresa, os recursos ampliariam sua capacidade de desenvolvimento e apoiariam sua missão de promover dados abertos.
No anúncio de quinta-feira, 2 de junho de 2022, a Messari explicou que o apoio da fundação buscava impulsionar o desenvolvimento da Web3 e os padrões de dados do setor.
A Messari destinaria recursos ao desenvolvimento de subgraphs para melhorar esses padrões. Segundo a reportagem da época, já havia concluído vinte subgraphs e pretendia ampliar esse trabalho com o financiamento.
A empresa acrescentou que os recursos apoiariam padrões de dados de código aberto e o desenvolvimento de subgraphs de alta qualidade no ecossistema The Graph.
“Temos orgulho de receber a primeira concessão Core Subgraph Developer da The Graph Foundation”, declarou Ryan Selkis, então diretor-executivo da Messari. “Compartilhamos a convicção da comunidade The Graph de que dados estruturados on-chain devem ser acessíveis a todos, não apenas aos usuários empresariais de dados.”
A Messari também anunciou a intenção de criar mais duzentos subgraphs para protocolos Web3. Já havia iniciado a definição de padrões e a organização de grupos de trabalho de finanças descentralizadas (DeFi), compartilhando boas práticas com desenvolvedores de aplicações descentralizadas.
The Graph como infraestrutura de dados para a Web3
The Graph é um protocolo de indexação e consulta de dados de blockchains. Apoia aplicações descentralizadas (dapps) ao disponibilizar dados de Ethereum e de outras redes; não é uma blockchain de uso geral que executa as transações dessas aplicações.
O artigo relatava, na época, suporte a Ethereum e a outras 33 redes, incluindo Arbitrum, NEAR e Polygon. Essa descrição abrangia integrações de dados mais amplas, inclusive o serviço hospedado, e não significava que todas estivessem disponíveis na mainnet descentralizada. O anúncio da fundação de 2 de junho de 2022 identificava Ethereum mainnet como a rede então atendida pelos subgraphs na rede descentralizada. O acesso a dados de diversas blockchains era considerado uma oportunidade de expansão em uma Web3 composta por múltiplas redes.
A The Graph Foundation tinha a missão de apoiar a expansão e a melhoria do desempenho da rede, ajudando desenvolvedores e membros da comunidade a utilizar sua tecnologia.
Um dos instrumentos centrais de The Graph é o subgraph. Como explica a documentação, um subgraph define quais contratos e eventos indexar e como transformar os dados brutos em informações estruturadas que as aplicações podem consultar. Essa indexação utiliza infraestrutura como o Graph Node; não é a própria blockchain Ethereum que classifica diretamente esses dados.
As diferenças entre definições e formatos de dados de várias blockchains podem dificultar sua comparação. O problema é a falta de padronização, não uma coleta intrinsecamente aleatória. Padrões comuns podem tornar o processamento mais eficiente.
Por exemplo, Aave e Compound são protocolos DeFi semelhantes para depositar ativos e obter empréstimos com garantia, mas podem usar APIs, estruturas de subgraphs e terminologias diferentes. A padronização ajuda a comparar de forma coerente os dados e as atividades dessas plataformas.
Os desenvolvedores podem criar subgraphs que indexam dados dos contratos inteligentes de projetos existentes, facilitando sua consulta pelas aplicações. Trata-se de definir como indexar os dados e eventos dos contratos, não de inserir subgraphs dentro dos próprios contratos.
Para saber mais, consulte nosso guia Investir em The Graph.












