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As 10 Principais Linguagens de Programação Blockchain que Você Precisa Conhecer

Desde a introdução do Bitcoin, as ferramentas para desenvolver blockchains se ampliaram. Algumas linguagens foram criadas para contratos inteligentes, enquanto linguagens gerais servem para construir nós, aplicações e serviços de apoio. A escolha adequada depende da rede e da finalidade.
Bitcoin Script é uma linguagem inicial para definir condições de gasto em transações Bitcoin, não a primeira linguagem de programação do mundo. O conceito de contrato inteligente e as condições programáveis de transações também precedem o Ethereum. O Ethereum permitiu uma plataforma de aplicações muito mais amplamente programável.
Esta lista apresenta dez linguagens usadas em projetos blockchain, sem classificação por posição. É necessário distinguir código executado diretamente pela blockchain de código para interfaces, servidores e infraestrutura. Nem toda rede suporta todas as linguagens para contratos.
1. Solidity
Solidity é muito usada em contratos inteligentes no Ethereum e em outras redes compatíveis com a Ethereum Virtual Machine (EVM). Gavin Wood propôs a linguagem em 2014; Christian Reitwiessner e outros desenvolvedores continuaram seu desenvolvimento. É uma linguagem de alto nível com tipagem estática.
Solidity costuma ser descrita como Turing-completa. Isso não significa que possa executar qualquer função imaginável ou que seja automaticamente eficiente. A execução na EVM é limitada, entre outros fatores, pelo gas: um contrato não dispõe de computação ilimitada.
Sua sintaxe recebeu influência de C++, Python e JavaScript. Chaves, herança, bibliotecas e tipos definidos pelo usuário permitem padrões familiares. Ainda assim, os desenvolvedores precisam aprender o modelo particular de execução e segurança dos contratos inteligentes.

Fonte: GitHub
As ferramentas e o ecossistema tornam Solidity útil para vários projetos EVM. Popularidade e código compacto não garantem segurança; projeto, testes e revisão continuam necessários.
2. Vyper
Vyper é uma linguagem orientada a contratos para EVM, com sintaxe semelhante à de Python. Seus objetivos incluem simplicidade, legibilidade e facilidade de auditoria, para que desenvolvedores e revisores possam compreender o comportamento dos contratos.
Auditorias ajudam a encontrar erros e vulnerabilidades. Vyper não é uma linguagem de baixo nível que descreve diretamente o conjunto de instruções de um computador físico: seu código é compilado para execução na EVM.
Vyper exclui deliberadamente recursos como herança de classes e sobrecarga de funções e operadores. As restrições procuram reduzir complexidade oculta. Python é uma linguagem geral, não específica do Ethereum, e Vyper não corresponde à execução comum de Python.
3. JavaScript
JavaScript é usada nas interfaces e nos serviços de apoio de aplicações descentralizadas. Bibliotecas podem enviar transações, chamar contratos e ler eventos. Isso não significa que JavaScript seja executada diretamente como linguagem de contrato em todas as redes.
Brendan Eich desenvolveu JavaScript em 1995 na Netscape. A primeira versão surgiu rapidamente, e a linguagem evoluiu muito depois. É amplamente usada em sites como Facebook e YouTube; uma porcentagem sem data não deve ser apresentada como estatística atual.
JavaScript funciona em navegadores e também fora deles por ambientes como Node.js. Node.js é um ambiente de execução, não uma versão separada da linguagem. Ele permite construir servidores e serviços que se comunicam com nós blockchain.
4. Plutus
Plutus abrange linguagens e ferramentas para contratos inteligentes do Cardano, rede com consenso proof-of-stake. Sua arquitetura difere da do Ethereum; possibilidades e limitações devem ser avaliadas pelo modelo Cardano.
Plutus Core é a linguagem de script executada no registro Cardano. Plutus Tx compila código Haskell em Plutus Core. A tipagem estática e a abordagem funcional de Haskell ajudam a estruturar programas, mas não tornam uma aplicação automaticamente livre de erros.
Uma aplicação normalmente combina código de validação na blockchain e código externo que monta transações e se comunica com os usuários. As partes têm funções de execução diferentes e não precisam funcionar simultaneamente. GHC é Glasgow Haskell Compiler; Plutus Tx converte determinadas partes do código na linguagem de validação do Cardano.
5. Rholang
Rholang foi desenvolvida para computação concorrente e distribuída e se relaciona ao RChain. Baseia-se no cálculo rho e na comunicação por mensagens, não no modelo clássico de objetos com classes e herança. Código modular ajuda a construir aplicações.
Rholang usa canais para enviar e receber mensagens. A documentação descreve tipagem comportamental, não simplesmente uma cópia do sistema de tipos de Haskell. O modelo pode representar atividades concorrentes; a execução paralela efetiva depende do ambiente.
O modelo de comunicação pode descrever protocolos e contratos inteligentes. O tratamento de mensagens e as condições contratuais exigem projeto cuidadoso. A linguagem não garante automaticamente negociações corretas ou exigibilidade jurídica.
6. Rust
Rust é uma linguagem geral de programação de sistemas que combina vários paradigmas e sintaxe parcialmente semelhante à de C. Suporta encapsulamento e traits, mas não a herança clássica de classes. Concorrência permite que tarefas progridam independentemente; em condições adequadas, elas também podem executar em paralelo.
Rust foi apresentada ao público em 2010; a versão estável 1.0 veio em 2015. O sistema de propriedade e empréstimos ajuda o compilador a evitar muitos erros de memória sem um coletor de lixo convencional. Isso não elimina todos os erros, especialmente em código unsafe ou na lógica da aplicação.
Rust é usada em software de sistemas, motores de jogos e infraestrutura blockchain, incluindo componentes do ecossistema Polkadot e clientes Ethereum. Um cliente escrito em Rust não significa que todos os contratos Ethereum possam executar diretamente em Rust; o suporte depende da rede e do ambiente de execução.
7. PHP
PHP é uma linguagem de script para servidores consolidada. Em 1994, Rasmus Lerdorf criou ferramentas para acompanhar visitas ao próprio currículo online, não pacotes de rede. O nome inicial era Personal Home Page Tools; o código-fonte foi aberto ao público em junho de 1995. Atualmente, PHP significa PHP: Hypertext Preprocessor.
PHP pode construir sites e serviços que se comunicam com blockchains, por exemplo por API ou JSON-RPC. Assim, uma aplicação pode chamar contratos ou oferecer funções de tokens. PHP não é por si só uma linguagem de contrato padrão da EVM; o contrato é executado conforme as regras da rede.
PHP está disponível livremente e tem uma grande comunidade e muitas bibliotecas. Pode servir aos componentes web de um projeto blockchain. Afirmar que é ideal para quase tudo ou particularmente dominante em DeFi é excessivo.
8. Go
Go, também chamada informalmente de Golang, foi desenvolvida no Google e tornada pública como projeto de código aberto em 10 de novembro de 2009. Goroutines e canais suportam concorrência. As tarefas podem executar em paralelo em vários núcleos, mas custos menores ou tempos mais curtos não são automáticos.
Go busca sintaxe clara, processos rápidos de construção e código de fácil manutenção. Seu modelo de pacotes ajuda a organizar e reutilizar código. A simplicidade sintática não substitui projeto e tratamento de erros cuidadosos.

Fonte: GitHub — Go — linguagens de programação blockchain
O coletor de lixo administra memória que deixou de ser usada durante a execução; não é um protocolo de rede. Go é usada em clientes blockchain e outros serviços de rede. Packages são pacotes de código, não pacotes de rede.
9. C++
C++ é uma linguagem geral que se desenvolveu a partir de C, surgida nos anos 1970. Oferece, entre outros recursos, programação orientada a objetos e genérica para aplicações, sistemas operacionais e infraestrutura blockchain. O suporte específico da rede determina se também pode ser usada diretamente para contratos.
A linguagem oferece amplo controle sobre recursos do sistema e serve a software com exigências elevadas de desempenho. Bibliotecas e ferramentas estão amplamente disponíveis. A escalabilidade depende da arquitetura e da implementação, não automaticamente da escolha da linguagem.
C++ está disponível em muitos sistemas operacionais. Memória e recursos exigem cuidado, mas padrões modernos como RAII, contêineres e ponteiros inteligentes automatizam muitas liberações. A coleta de lixo libera memória; isso é diferente de depurar código. Programas com coleta de lixo também precisam de testes e investigação de erros.
10. C#
C# é uma linguagem de alto nível da família C e parte do ecossistema .NET. Suporta, entre outros recursos, orientação a objetos e componentes reutilizáveis. Uma sintaxe familiar pode ajudar na aprendizagem, mas conhecer C não abrange todas as características de C#.
A Microsoft apresentou C# por volta de 2000. A Microsoft (MSFT ) desenvolveu a linguagem junto com a plataforma .NET. Ela é usada em serviços web, aplicações móveis, jogos, IoT e infraestrutura blockchain. A plataforma e as ferramentas se ampliaram posteriormente.
C# pode ser mais produtiva que C++ em certas aplicações, conforme os requisitos e a experiência da equipe. Não surgiu exclusivamente do desenvolvimento web. As bibliotecas e o ambiente .NET a tornam útil para serviços web e em nuvem, entre outros; o suporte a contratos continua dependendo da rede.
Programação segura exige mais que escolher uma linguagem
Erros em aplicações descentralizadas podem causar perdas e vulnerabilidades. Escolha linguagem e ferramentas adequadas à rede e combine-as com testes, revisão de código e auditorias independentes quando necessárias. Nenhuma destas dez linguagens impede sozinha todos os erros ou ataques.
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