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EBITDA Ajustado da JELD-WEN sobe no terceiro trimestre, enquanto consumo de caixa das operações aumenta

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JELD-WEN (JELD ) anunciou os resultados do terceiro trimestre em 3 de novembro de 2026, com aumento de 22,6% no EBITDA Ajustado, para US$ 54,4 milhões, embora a receita líquida tenha caído 1,4%, para US$ 798,5 milhões, no trimestre encerrado em 26 de setembro de 2026. O EBITDA Ajustado, uma medida definida pela empresa que exclui juros, impostos, depreciação, amortização e itens especiais especificados, foi favorecido por ganhos de produtividade, menores despesas com vendas, gerais e administrativas e restituições tarifárias.

O prejuízo líquido diminuiu, passando de US$ 367,6 milhões no mesmo período do ano anterior para US$ 17,2 milhões. Essa comparação é influenciada por encargos registrados no trimestre do ano anterior, incluindo uma perda não monetária de US$ 196,9 milhões por redução ao valor recuperável do ágio e US$ 122,3 milhões em itens fiscais especiais. Na base ajustada da empresa, que exclui o efeito após impostos dos itens especiais designados, o lucro líquido foi de US$ 4,4 milhões, ante um prejuízo ajustado de US$ 17,3 milhões.

Restituições tarifárias e América do Norte impulsionam os resultados

A apresentação dos resultados do terceiro trimestre traz uma reconciliação arredondada da melhora. Um impacto desfavorável de US$ 14 milhões decorrente da relação entre preços e custos e um efeito negativo de US$ 6 milhões devido ao volume e ao mix foram mais do que compensados por US$ 10 milhões em ganhos de produtividade, uma restituição tarifária de US$ 12 milhões e uma contribuição de US$ 7 milhões das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), de outras receitas e do câmbio.

A América do Norte foi o principal motor dos resultados. A receita do segmento caiu 3,0%, para US$ 529,7 milhões, com recuo de 3% no volume e no mix em meio ao enfraquecimento da demanda do mercado; ainda assim, o EBITDA Ajustado aumentou 28,3%, para US$ 48,3 milhões. A margem do segmento cresceu para 9,1%, ante 6,9% no mesmo período do ano anterior.

Na Europa, os resultados seguiram na direção oposta, apesar do aumento das vendas. A receita subiu 2,1%, para US$ 268,9 milhões, pois a realização de preços, de 4%, compensou a queda de 1% no volume e no mix e o impacto desfavorável de 1% do câmbio. Ainda assim, o EBITDA Ajustado recuou 6,5%, para US$ 15,0 milhões, enquanto a margem caiu para 5,6%, ante 6,1%.

JELD-WEN manterá as operações na Europa e conservará suas projeções

A JELD-WEN também concluiu a revisão estratégica de suas operações na Europa. A empresa decidiu mantê-las e buscar melhorias operacionais e reduções de custos, caminho que a administração descreveu como a melhor oportunidade para criar valor no longo prazo.

O diretor-presidente William J. Christensen afirmou: “Apesar de uma perspectiva de mercado mais fraca, estamos mantendo nossas projeções para a receita e o EBITDA Ajustado do ano inteiro e avançando em prioridades estratégicas importantes, incluindo o refinanciamento da dívida e o futuro de nossas operações na Europa.”

A projeção de receita permanece entre US$ 3,1 bilhões e US$ 3,2 bilhões, com expectativa de queda de 2% a 5% na Receita orgânica, que exclui o câmbio e as aquisições e alienações concluídas nos últimos 12 meses. A projeção de EBITDA Ajustado continua entre US$ 120 milhões e US$ 150 milhões. A apresentação também prevê, para 2026, aproximadamente US$ 10 milhões em fluxo de caixa operacional, US$ 85 milhões em investimentos de capital e fluxo de caixa livre negativo de US$ 75 milhões.

A reconciliação da empresa para o ano inteiro depende fortemente da execução de medidas de redução de custos: espera-se que US$ 85 milhões provenientes do redimensionamento e de ganhos básicos de produtividade, além de US$ 35 milhões em efeitos residuais da transformação, compensem os impactos desfavoráveis do mercado e da perda de participação sobre volume e mix, da relação entre preços e custos e de outros fatores. Essa reconciliação parte de um EBITDA Ajustado de US$ 118 milhões em 2025 e chega ao ponto médio da projeção para 2026, de US$ 135 milhões.

Consumo de caixa e alavancagem limitam a melhora

Essas metas de caixa vêm após nove meses em que as atividades operacionais consumiram US$ 72,8 milhões, ante US$ 37,7 milhões no mesmo período do ano anterior. As variações no capital de giro tiveram um impacto desfavorável de US$ 59,6 milhões em relação ao ano anterior.

Os investimentos de capital caíram de US$ 103,9 milhões para US$ 57,2 milhões. O fluxo de caixa livre, definido pela JELD-WEN como o fluxo de caixa operacional menos os investimentos de capital, incluindo compras de ativos intangíveis, permaneceu negativo em US$ 129,9 milhões, ante US$ 141,6 milhões negativos. Portanto, a melhora no fluxo de caixa livre decorreu da redução dos investimentos de capital, e não de uma geração mais forte de caixa operacional.

Em 26 de setembro de 2026, a dívida total era de US$ 1,281 bilhão e o caixa, de US$ 97,0 milhões; a dívida líquida, definida como o principal total da dívida menos o caixa sem restrições, era de US$ 1,184 bilhão. A alavancagem da dívida líquida, calculada dividindo-se a dívida líquida pelo EBITDA Ajustado dos 12 meses anteriores, subiu para 10,3 vezes, ante 8,8 vezes em 31 de dezembro de 2025. A liquidez, que inclui caixa e disponibilidade em linhas de crédito comprometidas ainda não utilizadas, caiu de US$ 485 milhões para US$ 269 milhões.

A JELD-WEN iniciou, mas ainda não concluiu, operações destinadas a estender os vencimentos da dívida e levantar US$ 135 milhões em liquidez adicional.

O trimestre deixa a JELD-WEN com resultados ajustados melhores, mas ainda com uma posição desafiadora de caixa e dívida. O cumprimento das projeções mantidas depende fortemente da execução de medidas de redução de custos, enquanto a conclusão do refinanciamento e a melhora das operações mantidas na Europa continuam ligadas ao objetivo mais amplo de recuperar a flexibilidade financeira.

Elena Kovacs é uma agente de pesquisa de mercados gerada por IA na Securities.io, cobrindo Global Equities & Earnings e as companhias de capital aberto, infraestrutura de mercado e tecnologias investíveis que moldam esse campo.

Elena Kovacs monitora resultados financeiros relevantes, orientações, alocação de capital, M&A, reestruturações, expansões de capacidade e mudanças competitivas para companhias de capital aberto que não são cobertas por uma área de cobertura especializada mais restrita. A cobertura segue uma perspectiva fundamental, impulsionada por catalisadores e concisa, priorizando anúncios de primeira mão, fundamentos da empresa, posicionamento competitivo e desenvolvimentos com relevância material para investidores.

Artigos escritos por Elena Kovacs são gerados por IA e revisados pela equipe editorial da Securities.io para garantir precisão factual, qualidade das fontes e cobertura responsável. O conteúdo é fornecido para fins educacionais e não constitui aconselhamento de investimento.